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	<title>Arquivos review | BahiaRock</title>
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	<description>Seu Portal pro Rock Baiano!</description>
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	<title>Arquivos review | BahiaRock</title>
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		<title>Review – Álbum – Agrestia – Sanguinolento</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ramon Prates]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 16 Aug 2021 13:07:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Matérias]]></category>
		<category><![CDATA[Reviews]]></category>
		<category><![CDATA[agrestia]]></category>
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		<category><![CDATA[review Álbum]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Uma imagem vale mais que mil palavras, já diz a expressão popular, e sem dúvidas</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Uma imagem vale mais que mil palavras, já diz a expressão popular, e sem dúvidas ela se aplica à capa do álbum “Sanguinolento” da banda Agrestia. Criada pelo artista <a href="https://instagram.com/paulokalvo" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Paulo Kalvo</a>, o conceito do desenho retrata de maneira brilhante o momento atual político do Brasil e deixa claro de antemão para o ouvinte o teor e conteúdo das letras da banda.</p>
<p>A Agrestia se define como rock pesado nordestino cabra da peste e realmente essa é uma maneira brilhante de descrever o som da banda. O EP de 4 músicas abre com a canção “Chico Mendes”, que para quem não sabe foi um seringueiro, sindicalista, ativista político e ambientalista brasileiro. Ele lutou a favor dos seringueiros da Bacia Amazônica, cuja subsistência dependia da preservação da floresta e das seringueiras nativas.</p>
<p>Na letra a banda o chama de “caboclo seringueiro”, louvando sua importância história em um país que infelizmente insiste em esquecer o próprio passado. Quando lemos e vemos as notícias das queimadas e desmatamento sem controle da Amazônia é importante lembramos o quão importante a luta de Mendes é até hoje. Os solos de guitarra com seu peso transmitem um pouco da raiva desse sentimento, mas também servem para louvar e celebrar a importância de continuar lutando.</p>
<p>Em “O Mito da Caverna” a forma de cantar em alguns momentos parece falada, mas logo vemos a melodia para fazer a crítica ao “cidadão de bem”, aquele que sempre diz estar querendo o melhor, mas sabemos que não é bem assim. Mais uma vez os solos distorcidos servem para transmitir o sentimento de revolta da letra à realidade atual do Brasil.</p>
<p>Seguindo em frente temos “Reina”, que faz referência a Zumbi e Lampião evocando o passado para lembrar a realidade atual de resistência do Nordeste. Nessa canção já ouvimos um pouco de groove metal com uma batida mais cadenciada da bateria, mas sem deixar obviamente as distorções da guitarra de lado.</p>
<p>Fechando o EP temos “Tragédia em Todo Gueto” onde temos uma crítica ao comportamento da polícia, principalmente, que entra nas favelas atirando na população pobre e negra sem nenhum respeito. “Explode o pobre preto”, grita o vocal com raiva enquanto a agrestia do som fica ainda mais clara.</p>
<p>Em síntese, “Sanguinolento” deixa clara as posições políticas da banda Agrestia através de letras cheias de críticas e um som pesado, passando bem os sentimentos de revolta e indignação, que infelizmente são mais atuais do que nunca.</p>
<h4>Ouça no Spotify:</h4>
<p><iframe title="Spotify Embed: Sanguinolento" style="border-radius: 12px" width="100%" height="352" frameborder="0" allowfullscreen allow="autoplay; clipboard-write; encrypted-media; fullscreen; picture-in-picture" loading="lazy" src="https://open.spotify.com/embed/album/5HO4OCcRyUfGoqZXec0dnz?si=qTCKiEB6RiWQad9oul0Y8g&#038;dl_branch=1&#038;utm_source=oembed"></iframe></p>
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		<title>Review – Álbum – Jô Estrada &#8211; Silver Tapes</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcel Aguiar]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 30 Aug 2020 15:11:29 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Matérias]]></category>
		<category><![CDATA[Reviews]]></category>
		<category><![CDATA[Jô Estrada]]></category>
		<category><![CDATA[review]]></category>
		<category><![CDATA[review Álbum]]></category>
		<category><![CDATA[Silver Tapes]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Jô Estrada é um guitarrista baiano de carreira bastante prolífica: começou com a banda Dead</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Jô Estrada é um guitarrista baiano de carreira bastante prolífica: começou com a banda Dead Easy, no final dos anos 80, mas, de lá para cá, já tocou com diversos músicos e bandas pelo Brasil, de Cascadura a Sidney Magal. Formou a banda Lacme nos anos 2000 (que atualmente, encontra-se em um hiato) e também está na Rock Forever (cover dos Beatles). Em 2020, lançou seu primeiro disco solo, “Silver Tapes”, recheado de guitarras altas, solos virtuosos e boas melodias, com vocais em inglês.</p>
<p>A primeira faixa, “Beautiful high”, já mostra a “cara” do álbum: guitarras cheias de fuzz, vocais que lembram Oasis, refrão grudento e um solo de guitarra matador. Em seguida, “Living in Sunshine”, que segue a linha da anterior, inicia leve, mas, quando entrou a distorção, tive vontade de pegar minha guitarra e tocar junto (se conseguiria, é outra história&#8230;). Outro refrão grudento, outro solo impecável.</p>
<p>“Morning star”, por sua vez, é uma balada romântica quase acústica, com guitarras limpas e agradáveis e vocal emocionado. “Daydream song” retoma a distorção, lembrando muito a Lacme, além de trazer ecos de Lenny Kravitz, e, novamente, Oasis. O solo de guitarra novamente se destaca.</p>
<p>Outros pontos altos são “Sweet drive sugar fuzz”, que começa acústica com uma melodia beatle, irrompe em um solo de guitarra e bateria hard rock, para voltar ao lado melódico e levemente psicodélico ao final; e “Rest between lions”, que lembra as guitar bands noventistas.</p>
<p>“Canta, papai”, diz a garotinha no início de “Mother mermaid”, balada suave que encerra o disco e que parece ser mesmo dedicada à filha de Jô Estrada: “Mother mermaid, protect my child” (“mãe sereia – seria Iemanjá? – proteja minha criança”). A menina mostra mais de sua fofura em pequenas participações ao longo da música.</p>
<p>“Silver Tapes” é um ótimo lançamento do rock baiano em 2020. Pena que não há previsão de quando será seguro ir a um show de rock novamente (pelo menos, não no Brasil!), para podermos conferir a potência destas músicas (e destas guitarras) ao vivo.</p>
<h4>Ouça no Spotify:<br />
<iframe src="https://open.spotify.com/embed/album/5uAXCTzcJ3w0Wpakm7M33H" width="300" height="380" frameborder="0"></iframe></h4>
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		<title>Review – Álbum – The Moon Expresso &#8211; Ever the Optimist</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ramon Prates]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 07 Aug 2020 03:01:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Reviews]]></category>
		<category><![CDATA[review]]></category>
		<category><![CDATA[review Álbum]]></category>
		<category><![CDATA[Ricardo Longo]]></category>
		<category><![CDATA[The Moon Expresso]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Ricardo Longo já tinha mostrado um pouco do seu lado solo no 1º disco do</p>
<p>O post <a href="https://www.bahiarock.com.br/review-album-the-moon-expresso-ever-the-optimist/">Review – Álbum – The Moon Expresso &#8211; Ever the Optimist</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.bahiarock.com.br">BahiaRock</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Ricardo Longo já tinha mostrado um pouco do seu lado solo no 1º disco do seu projeto The Moon Expresso lançado em 2017 chamado Homesickology. Ele se mudou para São Paulo e deixou para trás suas ex-bandas Starla e The Cavern Beatles, como contou no <a href="https://www.bahiarock.com.br/podcast-do-bahiarock-18-ricardo-longo-the-moon-expresso/">Podcast do BahiaRock</a>. Agora em 2020 ele lançou &#8220;Ever the Optimist&#8221; e a evolução dele como artista é impressionante.</p>
<p>Nesse segundo disco da The Moon Expresso ele já está mais à vontade com seu equipamento caseiro. É bom ver que agora graças ao avanço da tecnologia em torno da música é possível montar o seu próprio estúdio em casa e tirar uma sonoridade incrível. Em &#8220;Ever the Optimist&#8221; Ricardo mostra toda a sua versatilidade como artista, explorando as mais diversas influências musicais, mas sem deixar de perder sua essência e principalmente mantendo uma coesão musical.</p>
<p>Vamos voltar uns anos atrás, quando o Smashing Pumpkins lançou o disco Adore em 1998. A banda é uma das favoritas de Ricardo e também deste que vos escreve. Na época o álbum teve críticas por ter uma pegada de música eletrônica, principalmente com o uso de bateria eletrônica. A verdade era que o Billy Corgan, o mentor do grupo, estava a frente do seu tempo. Em 2020 Adore é mais atual do que nunca e a influência dele é muito sentida em &#8220;Ever the Optimist&#8221;.</p>
<p>No entanto, Ricardo Longo não queria apenas emular uma sonoridade desse álbum específico do Smashing Pumpkins, ele quis ir além. Outra grande influência dele é Damon Albarn, do Blur e do Gorillaz. Só que ao contrário de Albarn, Ricardo não precisou criar diversos projetos musicais diferentes para dar vazão a sua sonoridade.</p>
<p>Em “Ever the Optimist” vamos de uma pegada mais pop como &#8220;Disillusion&#8221;, primeiro single do disco que contou com os vocais de Mariana Diniz, ex-vocalista da banda soteropolitana Matiz e esposa de Ricardo, passando pelo rock mais pesado de “Alerta Laranja” com uma influência de Muse, chegando a “Bye Bye Verão” com uma pegada mais “acústica verão” que poderia facilmente fazer parte da sua ex-banda Starla.</p>
<p>Outra prova da versatilidade de Ricardo são as letras em inglês e português. Em Homesickology ele só cantou na língua inglesa, mas agora ele ficou mais à vontade para explorar novamente sua língua nativa como fazia na Starla. E durante a audição também vamos captando outras influências musicais.</p>
<p>Já nas letras sentimos um pouco da mistura de melancolia com esperança, algo totalmente apropriado com o clima de pandemia que estamos vivendo presos em casa no aguardo de notícias boas enquanto tentamos seguir com alguma normalidade em nossas vidas.</p>
<p>Sem dúvidas &#8220;Ever the Optimist&#8221; é uma das grandes surpresas de 2020 do rock baiano. Ricardo Longo mostrou uma incrível evolução como artista e conseguiu resumir no disco suas principais influências musicais, além de apresentar uma sonoridade fantástica do seu estúdio caseiro.</p>
<h4>Ouça no Spotify:</h4>
<p><iframe src="https://open.spotify.com/embed/album/5tJnG8qthZUVAyX0CxgIlP" width="300" height="380" frameborder="0"></iframe></p>
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		<title>Review – Álbum – Dona Iracema – Balbúrdia</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ramon Prates]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 17 Sep 2019 02:18:52 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Reviews]]></category>
		<category><![CDATA[album]]></category>
		<category><![CDATA[Balbúrdia]]></category>
		<category><![CDATA[Dona Iracema]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Uma banda lançar um disco chamado “Balbúrdia” já merece elogios só por isso. Afinal de</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Uma banda lançar um disco chamado “Balbúrdia” já merece elogios só por isso. Afinal de contas, o atual ministro da educação Abraham Weintraub afirmou que <a href="https://educacao.estadao.com.br/noticias/geral,mec-cortara-verba-de-universidade-por-balburdia-e-ja-mira-unb-uff-e-ufba,70002809579" target="_blank" rel="noopener noreferrer">é isso que ocorre nas faculdades públicas do país</a>. O timing do grupo Dona Iracema na escolha do título foi perfeito e é impressionante como uma simples palavra pode trazer tanto significado. É importante ver artistas, principalmente musicais, se posicionarem em relação ao desmonte na cultura que vem sendo promovido pelo governo federal.</p>
<p>O melhor de tudo é que o conjunto de Vitória da Conquista aborda temas contemporâneos com muito bom humor, misturando também em suas letras referências regionais. Tudo isso com uma sonoridade que tem influência dos anos 1990 de bandas como Mamonas Assassinas, Raimundos, Red Hot Chilli Peppers e Faith no More, e até mesmo da baiana Catapulta (como bem lembrou <a href="http://rockloco.blogspot.com/2019/09/abram-alas-para-dona-iracema.html" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Franchico</a>), mas que ao mesmo tempo tem um “frescor” atual. Sem dúvidas “Balbúrdia” é um dos discos mais “cool” de 2019, tanto do rock baiano quanto do nacional.</p>
<p>Tentar descrever o som da Dona Iracema é uma tarefa interessante, já que simplesmente citar as influências ou sons parecidos não seja o suficiente. Rock pesado, hardcore, um swing meio thrash (!?)… Ou como o próprio baterista Oscar definiu em entrevista para o blog Rock Loco, seria como uma mistura de gêneros bem diversa com uma grande quantidade de ritmos sem amarras. Ao ouvir “Balbúrdia” o ouvinte percebe que a sonoridade varia bastante, mas o mais impressionante é que banda mantém a coesão, o que é fundamental quando se cria uma enorme mistura sonora desse tipo.</p>
<p>No entanto, não é só no rock “bagaceira” que o som da Dona Iracema se inspira. A sonoridade baiana também está presente, tanto que a faixa “Volta pra Casa João” conta com a ilustre presença do “Prince baiano” (termo que esse que vos escreve inventou) Luiz Caldas. Isso mostra que eles não se limitam apenas na vertente roqueira, mostrando que o gênero não precisa se prender dentro de regras muito restritas</p>
<p>Agora é nas letras que a balbúrdia fica completa! Em “Cara de Pau” o vocalista Balaio pergunta “Quem sabe com quantos paus se faz um cidadão de bem”, jogando a verdade na cara do conservadorismo de fachada da sociedade brasileira atual. Mas tem também espaço para uma pegada pop “Escuta Meu Cd”, cuja letra vai ficar na cabeça de quem ouvir. Mas sem dúvidas a mais hilária é “Centro do Universo”, que com apenas uma palavra também diz muito sobre o Brasil de 2019.</p>
<p>O disco produzido por André T é também um dos mais divertidos de 2019, mas nem por isso não deixamos de sentir o profissionalismo da produção. Além disso, para completar a balbúrdia, o álbum ainda conta com outras participações especiais de Nancy Viégas e Pedro Pondé, figuras importantes da cena rock baiana de ontem e de hoje.</p>
<h4>Ouça no Spotify:<br />
<iframe src="https://open.spotify.com/embed/album/2ES9DWuLSQEVDKXAEi55d3" width="300" height="380" frameborder="0"></iframe></h4>
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		<title>Review – Álbum – Meus Amigos Estão Velhos &#8211; Mojave Mojito</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcel Aguiar]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 23 Jul 2019 11:47:35 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Reviews]]></category>
		<category><![CDATA[Meus Amigos Estão Velhos]]></category>
		<category><![CDATA[Mojave Mojito]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Meus Amigos Estão Velhos&#8230; esta denominação autoirônica se adequa bem ao “supergrupo” formado por Bruno</p>
<p>O post <a href="https://www.bahiarock.com.br/review-album-meus-amigos-estao-velhos-mojave-mojito/">Review – Álbum – Meus Amigos Estão Velhos &#8211; Mojave Mojito</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.bahiarock.com.br">BahiaRock</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Meus Amigos Estão Velhos&#8230; esta denominação autoirônica se adequa bem ao “supergrupo” formado por Bruno Carvalho (guitarra), Thiago Guimarães (vocais e guitarra), Glauco Neves (bateria) e Dudare Wriwrái (baixo): todos eles são velhos conhecidos da cena rock da Bahia, e fizeram parte de bandas como The Honkers, Los Canos, Vinil 69, entre outras. No seu primeiro EP, Mojave Mojito (outro ótimo nome!), o quarteto mostra um rock vigoroso e certeiro, com influências que vão do rock pesado dos anos 70 ao grunge e “alternativo” (velho estou eu, usando essa palavra!) dos anos 90 e 2000, passando por punk rock, stoner e outras “velharias”.</p>
<p>“Indomável” dá as boas vindas, com um baixo distorcido e um riff simples, mas certeiro (alguém mais lembrou do Queens of the Stone Age?) emoldurando uma letra amarga: “Será que há tempo pra ser feliz/quando querem seu pior”. Guitarra e bateria nas alturas e um solo “nervoso” já mostram a cara da banda (e do disco).</p>
<p>Em seguida, “Coragem”, a melhor faixa do EP (e que já possui um clipe no YouTube). Começa calma e melódica, mas a tensão vai crescendo aos poucos, com explosões vocais e instrumentais (que trazem ecos de Smashing Pumpkins), além de bons solos de guitarra permeando toda a música. A letra reflete bem o momento sombrio que vivemos na “nova era” do Brasil de 2019, onde a coragem não pode faltar, mesmo numa realidade dura e sem esperança. Daquelas músicas que você quer ouvir todos os dias.</p>
<p>“Autoestima”, a terceira faixa, acelera o ritmo com uma pegada punk rock e com um olhar crítico ao mundo das redes sociais, dos likes, da “vida perfeita” inalcançável para os simples mortais. (“tentei ser um cara normal/sua autoestima não me deixa legal”). Já a próxima, “Mentira”, tem uma levada mais dançante, mas vai fazer você bater cabeça quando chegar aquele refrão grudento&#8230; Novamente o instrumental se destaca, impecável (e novamente as guitarras me lembram QOTSA&#8230;).</p>
<p>O EP termina com “Fui eu”, com um riff inicial que me lembrou os também baianos da Vivendo do Ócio, que deságua em mais um refrão grudento (e “bate-cabeça”): “você não sabe quando eu estou a fim/você não sabe mais de mim”; e termina com mais um solo memorável (enquanto o vocal grita o “você” do refrão), levando a música a quase 6 minutos, e deixando o ouvinte querendo mais – o jeito é ouvir tudo de novo, né?</p>
<p>Agora, é esperar que esses “velhos amigos” do rock baiano lancem um disco completo. A boa notícia é que <a href="http://www.bahiarock.com.br/br-agenda/show-de-lancamento-do-ep-da-maev/1564254000/">o show de lançamento do EP já é no próximo sábado, 27/07, no Bardos Bardos (Rio Vermelho), e tem entrada gratuita</a>!</p>
<h4>Ouça no Spotify:<br />
<iframe loading="lazy" src="https://open.spotify.com/embed/album/3ByK9cIgQ3DCKlB0VUtZkH" width="300" height="380" frameborder="0"></iframe></h4>
<p>O post <a href="https://www.bahiarock.com.br/review-album-meus-amigos-estao-velhos-mojave-mojito/">Review – Álbum – Meus Amigos Estão Velhos &#8211; Mojave Mojito</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.bahiarock.com.br">BahiaRock</a>.</p>
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		<title>Review – Álbum – Los Canos &#8211; Volta?</title>
		<link>https://www.bahiarock.com.br/review-album-los-canos-volta/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcel Aguiar]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 14 Mar 2019 03:02:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Reviews]]></category>
		<category><![CDATA[album]]></category>
		<category><![CDATA[Los Canos]]></category>
		<category><![CDATA[review]]></category>
		<category><![CDATA[Volta]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Surgida em 2003, a Los Canos fez sucesso na cena rock de Salvador com suas</p>
<p>O post <a href="https://www.bahiarock.com.br/review-album-los-canos-volta/">Review – Álbum – Los Canos &#8211; Volta?</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.bahiarock.com.br">BahiaRock</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Surgida em 2003, a Los Canos fez sucesso na cena rock de Salvador com suas letras embebidas de romantismo juvenil e um certo humor meio ingênuo/meio debochado, tudo isso embalado por melodias grudentas e guitarras barulhentas. Em 2007, a saída do vocalista Eduardo Penna no “auge” da banda (após aparecerem na MTV, terem tocado em festivais pelo país e com disco novo recém-lançado) foi um duro golpe nessa trajetória que parecia ser promissora, e eles acabaram encerrando as atividades no ano seguinte.</p>
<p>Em 2018, a formação original se reuniu para um show, apresentando também músicas novas. Estas músicas estão presentes neste aguardado novo disco, que acabou de ser lançado nas plataformas digitais. Com o nome autoexplicativo “Volta?”, a Los Canos mostra mais seriedade e variedade temática do que nos trabalhos anteriores da banda, mas continua divertida, barulhenta e com alma bubblegum.</p>
<p>Após uma colagem com falas dos integrantes, um riff de baixo introduz a primeira faixa do disco, “Óculos”. Quando entram a guitarra e a bateria, logo me lembro de “Garota Nota 7” (do último disco da banda): punk bubblegum acelerado com letra simples e divertida. Eles não desaprenderam!</p>
<p>Em seguida, “Mimimi” mantém a alta velocidade, mas traz uma letra crítica e politizada (o que é uma novidade nas músicas da Los Canos). O alvo é quem chama de “mimimi” as reclamações contra piadas preconceituosas e outras coisas erradas que passam como normais. “Pelo direito de fazer piada/segue sem perceber/que nesse caso a piada é você.”</p>
<p>A terceira faixa, “E pra que ajeitar?”, é um rock mais cadenciado, com uma letra reflexiva sobre as dificuldades em se encaixar nos padrões da vida adulta, se tornar um cara “sério” e “se ajeitar”. Se ajeitar pra quê, se estamos felizes assim?</p>
<p>As letras críticas retornam nas duas próximas músicas: “Sua profissão é odiar”, com guitarras bem “ramônicas”, detona com os chamados haters, que proliferam nas redes sociais. Já “Eucentrista” é bem curtinha e ironiza os narcisistas, egoístas, egocêntricos&#8230; Esse tipo de letra lembra as músicas da Uine, um dos projetos de Penna nesse período de “recesso” da Los Canos.</p>
<p>Mas o romantismo finalmente resolve dar as caras em “Me tratar (a paixão)” – cujo clipe já foi lançado no YouTube. Baixo e bateria marcantes conduzem a música, na qual paixão é comparada com uma droga extremamente viciante. Viciante também é o refrão grudento (já usei quantas vezes essa palavra nesse texto mesmo?): “Vou me tratar com você/não quero nem saber/que efeito vai dar/se vai ser difícil de parar”.</p>
<p>Após “#Somostodosterráqueos”, uma vinheta com uma fala de Penna imaginando como seria a xenofobia e o preconceito aplicados aos extraterrestres, a Los Canos recupera o humor debochado do início da banda com “O miçangueiro de Wall Street”, a maior música do disco (mais de 6 minutos!). Após um discurso sobre a impossibilidade de esta ser uma faixa escondida, porque as pessoas “vão ouvir no Spotify” (como eu realmente estava ouvindo), vem um teclado que lembra “Like a Rolling Stone”, uma letra irônica, vocais desleixados e muita “bagunça”, fazendo um contraponto ao lado mais sério do álbum.</p>
<p>Em “Volta?”, a Los Canos mostra que conseguiu amadurecer sem perder sua essência, mesmo após tantos anos sem tocarem juntos. Fica aqui a torcida por mais shows e músicas novas, para que a interrogação no nome do disco seja substituída por um ponto de exclamação!</p>
<p>Ouça no Spotify:<br />
<iframe loading="lazy" src="https://open.spotify.com/embed/album/4f11StXYCST2fvvKWiEWEz" width="300" height="380" frameborder="0" allowtransparency="true" allow="encrypted-media"></iframe></p>
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		<title>Review – Álbum – Iorigun &#8211; Skin</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcel Aguiar]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 14 Feb 2019 22:45:36 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Reviews]]></category>
		<category><![CDATA[@IORIGUN]]></category>
		<category><![CDATA[album]]></category>
		<category><![CDATA[review]]></category>
		<category><![CDATA[Skin]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Formada por Iuri Moldes (guitarra e voz), Moysés Martins (baixo), Fredson Henrique (guitarra) e Leonel</p>
<p>O post <a href="https://www.bahiarock.com.br/review-album-iorigun-skin/">Review – Álbum – Iorigun &#8211; Skin</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.bahiarock.com.br">BahiaRock</a>.</p>
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<p class="wp-block-paragraph">Formada por Iuri Moldes (guitarra e voz), Moysés Martins (baixo), Fredson Henrique (guitarra) e Leonel Oliveira (bateria), a Iorigun é uma banda de Feira de Santana (BA) que faz um indie rock com sonoridade calcada no pós-punk, com melodias pungentes e vocais sombrios, melódicos, e em alguns momentos, desesperados (chegando a lembrar o Joy Division em algumas músicas). Após cerca de 1 ano do seu primeiro EP, Empty Houses/Filled cities, de 2017, o quarteto lançou, no final de 2018, o EP Skin. Segundo eles mesmos, em Skin há uma continuação e um aprofundamento da temática do primeiro EP, focando, desta vez, na angústia em lidar com o outro e com os próprios pensamentos e sentimentos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A primeira faixa é “Hold on”, que, sem introduções, inicia acelerada, mas ainda assim suave, com guitarra e bateria limpas e diretas, enquanto os versos falam de desencontros, inseguranças e terminam pedindo: “Hold on, I ´ll wait for you” (“aguente firme, eu esperarei por você”).  Em seguida, “Intimacy” vem mais lenta, mas com mais peso nas guitarras e viradas de bateria, enquanto uma doce e melódica melancolia domina os vocais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Após “Under my skin”, um pequeno interlúdio com melodias etéreas e que vão gerando uma tensão crescente, temos “In the edge of something big”, com bons riffs e solos, clima desesperado e intenso, e que faz um apelo bem pertinente diante do momento em que vivemos no país: “when your world falls down, resist” (“quando seu mundo desmoronar, resista”).</p>



<p class="wp-block-paragraph">As duas últimas faixas mantêm o clima atormentado do EP: “<a href="https://open.spotify.com/album/3GB4VFUTEjSjkKXrimWMp2?si=hg2CG52dRwqKIqpPfQht_g">Fight to forget</a>” tem um belo riff e um refrão angustiado que se repete bastante; e “The Trickster II” encerra Skin com um clima bastante sombrio, arrastado e com uma desesperança profunda e resignada: sem amar ninguém e nem temer o fim, só resta viver “até o último suspiro”…</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ouça no Spotify:</p>



<figure><iframe loading="lazy" src="https://open.spotify.com/embed/album/14oinECBomTISAA9IhT6jm" width="300" height="380"></iframe></figure>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
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		<title>Review – Álbum – Rubra &#8211; Holos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcel Aguiar]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 23 Nov 2018 14:00:50 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Reviews]]></category>
		<category><![CDATA[album]]></category>
		<category><![CDATA[Holos]]></category>
		<category><![CDATA[review]]></category>
		<category><![CDATA[rubra]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Formada por Amanda Torres (vocal/guitarra), Éverton Torres (guitarra), Tom Siqueira (baixo) e Vini Barros (bateria),</p>
<p>O post <a href="https://www.bahiarock.com.br/review-album-rubra-holos/">Review – Álbum – Rubra &#8211; Holos</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.bahiarock.com.br">BahiaRock</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Formada por Amanda Torres (vocal/guitarra), Éverton Torres (guitarra), Tom Siqueira (baixo) e Vini Barros (bateria), a banda <a href="http://www.bahiarock.com.br/rubra/">Rubra</a> lançou em 2018 seu terceiro álbum, Holos. Com seis faixas, o álbum oferece um rock pesado (com alguma influência stoner, eu diria), sombrio e “noturno” (como já fica evidente na capa do disco e nos nomes das músicas); e a combinação de guitarras pesadas com vocal feminino em alguns momentos faz lembrar de bandas como Far From Alaska e da conterrânea Pitty, mas as semelhanças param por aí.</p>
<p>O disco começa com “Presa”, que primeiro destaca os belos vocais de Amanda, para depois seguir com riffs cortantes e bateria acelerada. A letra fala de uma “caça” como metáfora para o desejo e a paixão incontroláveis: “Esse filme me incomoda, mas não há como evitar/o prazer que me domina vai me auto sabotar!” Em seguida, temos “Armadilha”, com uma introdução muito semelhante à de “50 million year trip (downside up)” do Kyuss (olha o stoner aí, não falei?). Novamente a combinação entre o vocal intenso e atormentado e o instrumental agressivo fazem muito bem aos ouvidos – e um momento mais lírico no meio da música dá um descanso a eles, para retornar com mais barulho e distorção no final.</p>
<p>O clima sombrio e amargurado continua na terceira faixa, “Noite”, que lamenta: “eu não sei esquecer de mim”, e novamente termina com uma torrente de guitarras graves. “Caçador”, por sua vez, tem um ritmo mais lento e cadenciado, melódico, com exceção da explosão de distorção no refrão. As duas últimas músicas, “Sombra” e “Animal” – esta última, com a participação de Bruno Alpino e Gui de Bem, da banda brasiliense Dona Cislene &#8211; não destoam do rock pesado, nem das letras reflexivas e cheias de sentimento, encerrando um trabalho bastante coeso. Um disco para ouvir à noite, no escuro, e bebendo vinho tinto – ou melhor, rubro&#8230;</p>
<p>Ouça no Spotify:</p>
<p><iframe loading="lazy" src="https://open.spotify.com/embed/album/1mClJakZZH8kbrBrK7x7Rn" width="300" height="380" frameborder="0"></iframe></p>
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		<title>Review – Álbum – PsiCORDÉLico</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ramon Prates]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 03 Oct 2018 22:30:38 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Reviews]]></category>
		<category><![CDATA[album]]></category>
		<category><![CDATA[psiCORDÉLico]]></category>
		<category><![CDATA[review]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O nome PsiCORDÉLico é bem curioso em definir de forma tão simples e clara a</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O nome PsiCORDÉLico é bem curioso em definir de forma tão simples e clara a sonoridade da banda. Pegue guitarras distorcidas e psicodélicas, e misture com a cultura de <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Literatura_de_cordel" target="_blank" rel="noopener">cordel</a>, usando o modo de cantar dos cantores de <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Repente" target="_blank" rel="noopener">repente</a>: pronto, temos a melhor definição do som do grupo.</p>
<p>É sempre bom ver bandas que criem algo diferente e criativo, ainda mais usando elementos locais da sua cultura e os misturando com rock. Diversos outros artistas já fizeram misturas similares, e algumas delas servem de influência para o PsiCORDÉLico como Nação Zumbi e Gilberto Gil, só para citar alguns.</p>
<p>Inclusive, uma das 5 músicas do EP leva o nome da banda e é bem didática em apresentar o som do grupo através de uma canção. E deixa bem clara também o conteúdo de suas letras que fazem algumas críticas sociais, mas também de conteúdo político. “Educação e Cultura”, por exemplo, fala da importância delas e de como elas vão salvar o Brasil. O tom mescla seriedade com um pouco de irreverência.</p>
<p>Outro tema abordado pela a banda é sobre a discriminação das drogas, mais especificamente a maconha. A música “A Maconha que Virou Incenso de Procissão” conta uma história hilária sobre o assunto, seguindo bem a linha dos cantores de repente. É uma canção épica de mais de 8 minutos.</p>
<p>O grande mérito da banda é conseguir transformar essa mistura em algo totalmente coeso e interessante. Temos muitas guitarras pesadas com influências de heavy metal, criando o clima de psicodelia, com alguns pequenos toques de música eletrônica, MPB, reggae, e obviamente, a cultura do cordel.</p>
<p>O PsiCORDÉLico apresenta em 5 músicas, no EP de mesmo nome da banda, toda a sua pluralidade musical. Uma banda que foi capaz de captar a essência da cultura nordestina do cordel e misturar com rock, fazendo um som atual e interessante, sem soar dissonante com elementos que poderiam simplesmente não fazer sentido algum juntos.</p>
<p>Ouça no Spotify:</p>
<p><iframe loading="lazy" src="https://open.spotify.com/embed/album/7FcFud4B7jpPmw45nbjkA1" width="300" height="380" frameborder="0"></iframe></p>
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		<title>Review – Álbum – Ronei Jorge &#8211; Entrevista</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ramon Prates]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 27 Sep 2018 14:31:19 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Reviews]]></category>
		<category><![CDATA[album]]></category>
		<category><![CDATA[entrevista]]></category>
		<category><![CDATA[review]]></category>
		<category><![CDATA[Ronei Jorge]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Em uma entrevista o entrevistador quer conhecer mais sobre o entrevistado e faz perguntas para</p>
<p>O post <a href="https://www.bahiarock.com.br/review-album-ronei-jorge-entrevista/">Review – Álbum – Ronei Jorge &#8211; Entrevista</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.bahiarock.com.br">BahiaRock</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Em uma entrevista o entrevistador quer conhecer mais sobre o entrevistado e faz perguntas para obter essas informações. Ronei Jorge lançou em 2018 seu primeiro disco solo, após ter feito parte de bandas como Ronei Jorge e os Ladrões de Bicicleta e Saci Tric. Chamado de “Entrevista”, esse trabalho é uma boa oportunidade do músico responder em forma de música algumas perguntas que poderiam ser feitas pelo ouvinte que gostaria de saber como ele definiria sua própria musicalidade.</p>
<p>Apesar de ser um trabalho solo, Ronei Jorge montou uma ótima equipe para conceber esse disco. A começar pelo baterista Maurício Pedrão, com quem esteve junto com ele no Ladrões de Bicicleta, e também o produtor musical Pedro Sá, responsável por Frascos Comprimidos Compressas, segundo disco dos Ladrões. Então, apesar de Ronei ter mais liberdade criativa sem seu trabalho autoral solo, essas presenças fazem com que sonoridade lembre um pouco sua banda anterior. Porém isso é algo normal, é como se “Entrevista” fosse uma versão atualizada do músico, mas que nem por isso deixou de lado toda a sua bagagem musical. Completam a banda Aline Falcão (teclado, piano e sanfona), Carla Suzart (baixo) e Ian Cardoso (guitarra).</p>
<p>Se em Frascos Comprimidos Compressas Ronei já tinha explorado dividir os vocais com uma mulher, em “Entrevista” ele apostou nessa dualidade vocal em todo o disco. Aline e Carla além de desempenharem seus papéis de instrumentistas, também mostram todo o seu talento vocal. Ronei e suas “Ronetes” (não podia perder o trocadilho com a banda The Ronettes) criam um trabalho bem interessante na combinação do timbre de suas vozes.</p>
<p>Definir as influências musicais de Ronei presentes em “Entrevista” não é uma tarefa fácil. Estamos em um site especializado em rock, mas sem dúvidas o gênero não seria uma referência tão fácil e óbvia de ser observada. Talvez em “O Inferno É Você”, que foi lançada como o 1º single do disco, tenha uma pegada mais forte de guitarras e um ritmo mais “agitado”. No entanto, o mais comum seria classificar como uma “nova MPB”, quando o estilo não se apresenta de forma mais fácil e óbvia.</p>
<p>“Entrevista” é um disco que explora muito o lado sentimental do ouvinte. Seja com uma pegada de nostalgia, explorada em “Noites de Goiabada”, mas também o lado amoroso, na reflexiva “Que Amor É Esse?”. Muitas vezes temos também um clima mais intimista, como se tivéssemos a impressão que Ronei canta sozinho, com pouco instrumental, diretamente para o ouvinte. Dessa forma ele consegue ir direto ao ponto em transmitir todos os sentimentos que deseja.</p>
<p>Após ouvir as 10 canções dessa “entrevista musical” fica difícil não conhecer um pouco mais sobre Ronei Jorge. Elas exploram toda a pluralidade musical do músico e cantor, mostrando que é possível sim descobrir muita coisa sobre os sentimentos de uma pessoa. Mas saber quem ele realmente é, aí quem sabe ouvindo seus trabalhos anteriores podemos chegar em algo próximo a isso. Pelo menos em como ele se define como artista. Isso pelo menos fica muito claro em seu primeiro disco solo.</p>
<p>Ouça no Spotify:</p>
<p><iframe loading="lazy" src="https://open.spotify.com/embed/album/1er3kX2C2LeSieBhcTOtlQ" width="300" height="380" frameborder="0"></iframe></p>
<p>O post <a href="https://www.bahiarock.com.br/review-album-ronei-jorge-entrevista/">Review – Álbum – Ronei Jorge &#8211; Entrevista</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.bahiarock.com.br">BahiaRock</a>.</p>
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