<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Arquivos Coluna Ricardo Cury | BahiaRock</title>
	<atom:link href="https://www.bahiarock.com.br/tag/coluna-ricardo-cury/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://www.bahiarock.com.br/tag/coluna-ricardo-cury/</link>
	<description>Seu Portal pro Rock Baiano!</description>
	<lastBuildDate>Tue, 02 Aug 2022 18:32:05 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=6.9.4</generator>

<image>
	<url>https://i0.wp.com/www.bahiarock.com.br/wp-content/uploads/2021/10/cropped-bahiarock-logo.jpg?fit=32%2C32&#038;ssl=1</url>
	<title>Arquivos Coluna Ricardo Cury | BahiaRock</title>
	<link>https://www.bahiarock.com.br/tag/coluna-ricardo-cury/</link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
<site xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">138309405</site>	<item>
		<title>Coluna – Ricardo Cury – A chama não pode se apagar</title>
		<link>https://www.bahiarock.com.br/coluna-ricardo-cury-a-chama-nao-pode-se-apagar/</link>
					<comments>https://www.bahiarock.com.br/coluna-ricardo-cury-a-chama-nao-pode-se-apagar/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ricardo Cury]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 02 Aug 2022 18:25:23 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Colunas]]></category>
		<category><![CDATA[brincando de deus]]></category>
		<category><![CDATA[Coluna]]></category>
		<category><![CDATA[Coluna Ricardo Cury]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.bahiarock.com.br/?p=14484</guid>

					<description><![CDATA[<p>Num início de tarde de um dia qualquer, Quinho me liga e diz: &#8211; Man,</p>
<p>O post <a href="https://www.bahiarock.com.br/coluna-ricardo-cury-a-chama-nao-pode-se-apagar/">Coluna – Ricardo Cury – A chama não pode se apagar</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.bahiarock.com.br">BahiaRock</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Num início de tarde de um dia qualquer, Quinho me liga e diz:</p>



<p>&#8211; Man, o estúdio pegou fogo.</p>



<p>&#8211; Hein?</p>



<p>&#8211; O estúdio pegou fogo.</p>



<p>&#8211; Que estúdio, rapaz?</p>



<p>&#8211; O da banda.</p>



<p>&#8211; Que banda, porra?</p>



<p>&#8211; Da brincando de deus, caralho.</p>



<p>&#8211; Como assim?</p>



<p>&#8211; Pegou fogo&#8230; Incêndio.</p>



<p>&#8211; Caralho, e aí?</p>



<p>&#8211; Queimou tudo.</p>



<p>&#8211; Tudo?</p>



<p>&#8211; Tudo.</p>



<p>&#8211; Tudo??</p>



<p>&#8211; Tudo, caralho. Queimou tudo. Não sobrou nada, nem minha bateria, nem o baixo de Dalmo, a guitarra de Cezar, o amplificador&#8230;</p>



<p>Assim começava o segundo semestre de 1999 para a brincando de deus. O saldo final foi o pó de uma bateria Tama japonesa com dois tons e dois surdos, com todas suas ferragens e pratos; de um baixo Music Man de cinco cordas; uma guitarra Ária Pró II antiga e artesanal; um amplificador Marshall e, além dos instrumentos, um baú com gravações inéditas e todo material de clipagem da banda. O estúdio também era na casa da mãe do vocalista Messias, no Bonfim, queimando também um quarto com centenas de livros. Até hoje, quando ela pergunta por Quinho, ela diz “cadê o incendiário?”.&nbsp;</p>



<p>&#8211; Como foi isso, Quinho?</p>



<p>&#8211; Porra, fui pra lá tocar bateria e esqueci o ar ligado.</p>



<p>O ar-condicionado do estúdio era tão velho quanto a banda. Esquentou, saiu faísca e daí pro fogo pegar nas paredes encarpetadas foi 1, 2, 3, 4.</p>



<p>A tragédia apenas aumentou os momentos de incertezas que a banda já vinha passando. A falta de perspectiva, o marasmo, a vida pessoal de cada um, tudo parecia ir contra a banda, e agora o incêndio, que não só teve prejuízos financeiros. Quem é músico e tem um instrumento de estimação sabe da dor que é. Shows marcados tiveram de ser cancelados, pois a banda não tinha com o que tocar. “Isso que dá usar esse nome”, comentavam uns.&nbsp;</p>



<p>Em 1996, após um show, bateram na porta do camarim. Rogério Big Bross abriu:</p>



<p>&#8211; Messias, tem umas pessoas aqui querendo falar com você.</p>



<p>O que tomou a frente estava com uma bíblia na mão e uma camisa social abotoada até o pescoço.</p>



<p>&#8211; Você não pode usar esse nome na sua banda. Vocês não são Deus – disse ele.</p>



<p>&#8211; É claro que não, mas, por gentileza, abra a bíblia em João 10:34.</p>



<p>O cara abriu.</p>



<p>&#8211; O que Jesus disse? – Messias perguntou.</p>



<p>&#8211; “Sois deuses” – respondeu o cristão, lendo a bíblia, um tanto contrariado.</p>



<p>&#8211; Mais alguma coisa?</p>



<p>&#8211; Tem algum disco da banda ai?</p>



<p>&#8211; Tem ali na banquinha. Dez reais.</p>



<p>“A chama não pode se apagar”, comentou Cláudio Escória com Messias, ao saber do incêndio, e uma luz no fim da noite, enfim, se acendeu. Emergentes da Madrugada era o nome do projeto que tinha acabado de gravar o disco &#8220;Entre&#8221; do Cascadura e estava gravando o segundo do Dead Billies, que se chamaria &#8220;Heartfelt Sessions&#8221;. O projeto era uma parceria entre o Governo do Estado da Bahia, os estúdios WR (templo sagrado da axé-music) e o também sagrado produtor Nestor Madrid, ganhador de inúmeros discos de ouro com Chiclete com Banana, Luiz Caldas e Banda Reflexus.</p>



<p>O produtor cultural Roberto Sant´anna, que estava na direção executiva do Emergentes da Madrugada, disse que a brincando de deus estava na lista do projeto, inclusive, assumindo que o incêndio, junto com a relevância da banda, foi um dos fatores determinantes.&nbsp;</p>



<p>&#8211; Mas como vamos gravar, não temos instrumentos?</p>



<p>Antes de ser baterista, eu era o roadie da banda e, antes disso, um grande fã. Tomei pra mim a responsabilidade de arranjar os instrumentos e liguei pra todos os músicos que conhecia, dando os devidos créditos no encarte do disco. Ao invés de ter &#8220;brincando de deus usa guitarras Gibson, baixo Fender, baterias Premier&#8221; tinha &#8220;brincando de deus usa guitarras de Daniel, Candido e João; baixo de Pedro e Luis Fernando; bateria de Cury; violão de Luisão.</p>



<p>O primeiro dia de gravação não aconteceu. O estúdio dessa vez pegou água. Choveu tanto na cidade que faltou luz. As gravações começariam no dia seguinte. O projeto tinha um cronograma que devia ser milimetricamente respeitado. De segunda a sexta, começando meia noite e terminando às sete da manhã. A vida de todos os envolvidos foi deixada de lado.</p>



<p>Durante todo o tempo, Nestor Madrid e brincando de deus foram se conhecendo. As madrugadas eram entre paredes recheadas de discos-de-ouro e histórias obscuras do axé, contadas por Nestor. No estúdio de cima, os Dead Billies começavam a mixar o recém gravado disco, também com o mesmo produtor, que tinha que ficar subindo e descendo as escadas da WR.</p>



<p>&#8211; Nestor, vai confundir tudo. Nosso disco sair rockabilly &#8211; dizia Messias.</p>



<p>&#8211; Cuidado pro nosso não sair meio triste &#8211; alertava Glauber.</p>



<p>Em uma das músicas, a banda convidou todos os amigos pra fazer um coral. Mais de 50 pessoas. Entre bebidas e outras coisas, amigos, músicos de outras bandas e gente que nunca cantou na vida ficaram juntas cantando Lala..lala&#8230;lala lala&#8230;lala lala&#8230;laaaaaa.</p>



<p>Alguns levavam a coisa muito a sério. Fábio Cascadura tentou ensaiar o &#8220;lala lala&#8221; em diferentes tonalidades. Teve gente que botou a mão no ouvido no modo &#8220;We are the Word&#8221;. Por outro lado, tinha a galera dos &#8220;subtonados&#8221;, que não conseguiam acertar nem uma nota. Não ficou um coral &#8220;gospel&#8221;, mas está lá. Baixinho, mas está, devidamente creditado no encarte como &#8220;Coro do rock&#8221;.</p>



<p>Nesse clima, foi feito o homônimo terceiro disco. Até uma matéria pro Fantástico com Maurício Kubrusly para o quadro Me Leva Brasil a banda gravou.</p>



<p>&#8211; Li sobre eles e me interessei.- disse o jornalista, se referindo ao incêndio e a história do quase seminarista Messias.&nbsp;</p>



<p>A gravação do disco, junto com a mixagem, duraram inimagináveis seis meses. E em todos esses dias ficamos na companhia do porteiro da WR, que por outra ironia do destino se chamava Roque.</p>



<p>&#8211; É Roque mesmo? &#8211; perguntava eu.</p>



<p>&#8211; Oxe, é Roque de verdade &#8211; respondia ele, que abria todos os dias os portões da WR para a brincando de deus, os Dead Billies e o Cascadura.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>Para ler crônicas da brincando de deus, acesse <a href="http://www.livromanteiga.com.br" target="_blank" rel="noreferrer noopener">www.livromanteiga.com.br</a> e reserve seu exemplar do novo livro de Ricardo Cury chamado Manteiga.</p></blockquote>



<h2 class="wp-block-heading">O PROJETO</h2>



<p>“Manteiga” surgiu quando a psiquiatra perguntou se eu queria marcar uma consulta ou mandar um relato por escrito. Escolhi o relato, mas, no meio do processo, o texto foi se transformando em uma crônica um tanto grande, quando me dei conta que, editada e misturada com outras, podia virar uma história. São várias. Você gosta de histórias? E de manteiga?</p>
<p>O post <a href="https://www.bahiarock.com.br/coluna-ricardo-cury-a-chama-nao-pode-se-apagar/">Coluna – Ricardo Cury – A chama não pode se apagar</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.bahiarock.com.br">BahiaRock</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://www.bahiarock.com.br/coluna-ricardo-cury-a-chama-nao-pode-se-apagar/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">14484</post-id>	</item>
		<item>
		<title>Coluna – Ricardo Cury – Dead Billies from Hell</title>
		<link>https://www.bahiarock.com.br/coluna-ricardo-cury-dead-billies-incendiarios/</link>
					<comments>https://www.bahiarock.com.br/coluna-ricardo-cury-dead-billies-incendiarios/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ricardo Cury]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 10 May 2018 12:00:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Colunas]]></category>
		<category><![CDATA[Coluna Ricardo Cury]]></category>
		<category><![CDATA[Dead Billies]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://www.bahiarock.com.br/?p=4325</guid>

					<description><![CDATA[<p>Em 1997, os Dead Billies foram fazer dois shows, no mesmo fim de semana, em</p>
<p>O post <a href="https://www.bahiarock.com.br/coluna-ricardo-cury-dead-billies-incendiarios/">Coluna – Ricardo Cury – Dead Billies from Hell</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.bahiarock.com.br">BahiaRock</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Em 1997, os Dead Billies foram fazer dois shows, no mesmo fim de semana, em Aracaju.</p>
<ul>
<li>Vocês ficam aqui em casa – disse o brother Gilmar, que foi baterista de uma banda chamada Zona Abissal.</li>
</ul>
<p>Chegaram na casa de Gilmar (ele estava viajando), arrumaram as bagagens e foram para a varanda do apartamento. Os fumantes acenderam seus cigarros enquanto discutiam sobre o que fazer naquela tarde livre, antes do primeiro show. Resolveram ir para a praia. Deixaram a chave do apartamento na portaria, pois o amigo Rogério Big Brother chegaria de Salvador depois deles e também se hospedaria lá. Após duas horas de sol e cerveja, lembraram de ligar pro apartamento pra saber se Big Brother já tinha chegado. Foram até o orelhão mais próximo:</p>
<ul>
<li>Alô!</li>
<li>Big? Já chegou?! – perguntou Rex, o baterista dos Dead Billies.</li>
<li>Já. Cheguei tem uma meia hora&#8230;</li>
<li>E aí, tudo beleza?</li>
<li>Rapaz&#8230; Tirando o incêndio, tá tudo beleza&#8230;</li>
<li>Hein?</li>
<li>Incêndio.</li>
<li>Que incêndio?</li>
<li>O apartamento pegou fogo.</li>
<li>Hein? Que apartamento?</li>
<li>Esse aqui que eu estou e que a gente ia dormir&#8230; Tá tudo queimado.</li>
</ul>
<p>A banda pegou um ônibus e voltou pra ver o que tinha acontecido. O apartamento do amigo Gilmar era novinho, estava todo pintado e limpinho quando eles o deixaram três horas atrás. Agora estava fedendo a fumaça e todo preto. Os instrumentos se salvaram, mas as roupas foram todas carbonizadas. Suspeitaram que foram os colchões que estavam tomando sol na varanda&#8230; Cigarro, brasa, colchão, vento…</p>
<p>Mas o show deveria continuar e, com a roupa do corpo e ainda atordoados pelos acontecimentos, foram tocar. Não tocaram. Na primeira música o som estourou e houve um princípio de incêndio, rapidamente controlado.</p>
<ul>
<li>Porra, que urucubaca da porra é essa? – perguntou Morotó, o guitarrista.</li>
</ul>
<p>Desanimados pelo show que não teve e mais atordoados ainda, se dirigiram à Universidade Federal. Era lá que fariam o segundo show (no dia seguinte) e conseguiram assim, com a produção do show, uma sala de aula para dormir. Deram a sala do DCE. Joe, o baixista, se adiantou e tomou posse da mesa de sinuca. Assim ele tinha uma pequena camada de feltro para as suas costas. O resto dormiu em cima dos biombos que eram usados para a exposição de fanzines.</p>
<p><iframe class="youtube-player" width="640" height="360" src="https://www.youtube.com/embed/KhZ2KP00Huo?version=3&#038;rel=1&#038;showsearch=0&#038;showinfo=1&#038;iv_load_policy=1&#038;fs=1&#038;hl=pt-BR&#038;autohide=2&#038;wmode=transparent" allowfullscreen="true" style="border:0;" sandbox="allow-scripts allow-same-origin allow-popups allow-presentation allow-popups-to-escape-sandbox"></iframe></p>
<p>No dia seguinte, de tarde, foram testar o som. Como uma passagem de som começa pela bateria, aproveitando o fato do show ser a dois andares de onde estavam hospedados e não suportando mais o próprio cheiro, usando a mesma roupa desde que saiu de Salvador, dois dias atrás, Morotó disse:</p>
<ul>
<li>Vão na frente que eu vou tomar um banho enquanto Rex monta a bateria…</li>
</ul>
<p>Apenas uma toalha de banho se salvou e ainda assim, parcialmente. Era a única que estava fora da mala. Só dava pra se enxugar com as pontas, pois no meio havia um buraco enorme.</p>
<ul>
<li>Parecia que um míssil tinha passado pela toalha – lembrou Rex.</li>
</ul>
<p>Todos usaram essa mesma toalha durante toda a viagem.</p>
<p>A banda foi montando o palco, ligando os amplificadores, os instrumentos, os microfones e Moska, o vocalista, não dando atenção para a urucubaca iminente, pegou a guitarra de Morotó pra ir testando o som, enquanto o amigo se banhava. Uma rara guitarra Snake, fabricada nos anos 60. Pendurou no pescoço, mas a correia não estava presa. Foi direto ao chão.</p>
<p>Morotó tomou um susto. Enquanto passava o sabão Phebo para fixar o seu topete, Moska entrou no banheiro desesperado.</p>
<ul>
<li>O que foi, rapaz? – perguntou Morotó.</li>
<li>Aconteceu uma tragédia&#8230; – respondeu Moska, sentado no vaso, passando a mão na cabeça, nervoso&#8230;</li>
<li>Pelamordedeus, o que foi dessa vez?</li>
<li>Uma tragédia&#8230;</li>
<li>Pelamordedeus, diga logo o que foi? Rex morreu?</li>
<li>Pior&#8230;</li>
<li>Joe morreu?</li>
<li>Pior&#8230;</li>
<li>Diga logo…</li>
</ul>
<p>Aquela guitarra nunca mais foi a mesma, mas, contrariando todas as expectativas, o show foi tranquilo. Ou melhor, intranquilo, no bom sentido, se tratando dos Dead Billies.</p>
<p>Dez anos depois, em uma pizzaria, Rex se encontrou com Gilmar, o brother que emprestou o apartamento. Gilmar morava na Europa desde aquela época e a banda nunca conseguiu se desculpar pessoalmente com ele.</p>
<ul>
<li>Porra, man, queria te pedir desculpas mais uma vez – disse Rex.</li>
<li>Que nada, já passou&#8230; depois eu até dei risada&#8230; Você soube da nota que saiu no jornal de Aracaju?</li>
<li>Que nota?</li>
<li>Sobre o incêndio&#8230;</li>
<li>Não, ninguém sabe de nada, que nota é essa?</li>
</ul>
<p>A banda, em seus shows, usava um material cênico composto por, entre outras coisas, uma capa de vampiro, velas e uma caveira. E, assim como os instrumentos, esse material, milagrosamente, também se salvou. Gilmar contou que quando os bombeiros arrombaram o apartamento e encontraram a capa, as velas e a caveira junto dos instrumentos, tiraram diversas fotos. No dia seguinte, uma dessas fotos estampava o jornal com a seguinte manchete:</p>
<p>“Banda de rock incendeia apartamento em ritual satânico”.</p>
<p>O post <a href="https://www.bahiarock.com.br/coluna-ricardo-cury-dead-billies-incendiarios/">Coluna – Ricardo Cury – Dead Billies from Hell</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.bahiarock.com.br">BahiaRock</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://www.bahiarock.com.br/coluna-ricardo-cury-dead-billies-incendiarios/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">4325</post-id>	</item>
	</channel>
</rss>
