Review do cd - Minus Blindness Choleric The Aversion
Por Aguirre Peixoto
Peso e agressividade são as principais marcas do debut álbum da Minus Blindness, Choleric The Aversion. Chama atenção a boa performance dos três integrantes da banda, que conseguem manter uma sonoridade densa mesmo sendo somente um power trio.
Destaque para o baterista Thiago Andrade, que transita com facilidade entre passagens cadenciadas e trechos rápidos. Junto a Tassio Bacelar, na guitarra e nos vocais rasgados, e Rafael Milek, baixista, a Minus Blindness toca um thrash metal moderno, flertando com o new metal (o estilo lembra a também baiana Cobalto).
As músicas do álbum priorizam o peso, marcadas por riffs lentos e melódicos, mas também há canções que remontam ao thrash metal oitentista, mais veloz, como I Belong e Live In A Cabaret. Os vocais guturais, variando entre o agudo e o grave, são uma atração à parte. As letras se concentram em críticas sociais e afirmação de um estilo de vida diferente da maioria temáticas recorrentes entre os headbangers.
No entanto, apesar do som bem composto, com o peso necessário a agradar fãs de diferentes vertentes do rock newmetal, heavy metal e hardcore -, a Minus Blindness peca na criatividade. É um álbum no qual o ouvinte desatento se perde na lista de músicas, porque as canções guardam um estilo parecido e se confundem. Faltam também melodias que grudem, refrões que se destaquem nas músicas e que marquem o público em um show algo como um violent revolution, reason for the people to destroy (Kreator) ou um hate through the arteries, mass hypnosis (Sepultura), para ficar na seara do thrash.
São 15 canções, totalizando 48 minutos de agressão. Just Passengers abre o disco e deixa bem caracterizado o estilo da banda. Ali estão os principais elementos, que se reforçam na segunda canção, War Zone, iniciada com uma bela introdução de bateria combinada a um riff bem melódico. Para bater cabeça, destaca-se Third World Tribute e Aversion, esta com uma combinação entre trechos rápidos e cadenciados que lembra Rage Against the Machine.
Choleric The Aversion é a demonstração de uma banda com potencial para crescer. Com pouco tempo de estrada (formou-se em 2006), músicos muito talentosos e uma sonoridade pesada fazem da Minus Blindness uma banda competente. Os mais puristas do heavy metal devem torcer o nariz, mas o álbum guarda qualidade. Porém, em um tempo que é difícil ousar e que tudo parece já ter sido feito, falta arriscar mais nas composições e imprimir criatividade ao som já bastante característico da Minus.
Confira algumas canções no MySpace:
http://www.myspace.com/minusblindness
Peso e agressividade são as principais marcas do debut álbum da Minus Blindness, Choleric The Aversion. Chama atenção a boa performance dos três integrantes da banda, que conseguem manter uma sonoridade densa mesmo sendo somente um power trio. Destaque para o baterista Thiago Andrade, que transita com facilidade entre passagens cadenciadas e trechos rápidos. Junto a Tassio Bacelar, na guitarra e nos vocais rasgados, e Rafael Milek, baixista, a Minus Blindness toca um thrash metal moderno, flertando com o new metal (o estilo lembra a também baiana Cobalto).
As músicas do álbum priorizam o peso, marcadas por riffs lentos e melódicos, mas também há canções que remontam ao thrash metal oitentista, mais veloz, como I Belong e Live In A Cabaret. Os vocais guturais, variando entre o agudo e o grave, são uma atração à parte. As letras se concentram em críticas sociais e afirmação de um estilo de vida diferente da maioria temáticas recorrentes entre os headbangers.
No entanto, apesar do som bem composto, com o peso necessário a agradar fãs de diferentes vertentes do rock newmetal, heavy metal e hardcore -, a Minus Blindness peca na criatividade. É um álbum no qual o ouvinte desatento se perde na lista de músicas, porque as canções guardam um estilo parecido e se confundem. Faltam também melodias que grudem, refrões que se destaquem nas músicas e que marquem o público em um show algo como um violent revolution, reason for the people to destroy (Kreator) ou um hate through the arteries, mass hypnosis (Sepultura), para ficar na seara do thrash.
São 15 canções, totalizando 48 minutos de agressão. Just Passengers abre o disco e deixa bem caracterizado o estilo da banda. Ali estão os principais elementos, que se reforçam na segunda canção, War Zone, iniciada com uma bela introdução de bateria combinada a um riff bem melódico. Para bater cabeça, destaca-se Third World Tribute e Aversion, esta com uma combinação entre trechos rápidos e cadenciados que lembra Rage Against the Machine.
Choleric The Aversion é a demonstração de uma banda com potencial para crescer. Com pouco tempo de estrada (formou-se em 2006), músicos muito talentosos e uma sonoridade pesada fazem da Minus Blindness uma banda competente. Os mais puristas do heavy metal devem torcer o nariz, mas o álbum guarda qualidade. Porém, em um tempo que é difícil ousar e que tudo parece já ter sido feito, falta arriscar mais nas composições e imprimir criatividade ao som já bastante característico da Minus.
Confira algumas canções no MySpace:
http://www.myspace.com/minusblindness
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