Review do cd - Cobalto - Metamorphic
Por Aguirre Peixoto
Atribuir um estilo musical específico à Cobalto nunca foi uma unanimidade. Com o Metamorphic, álbum mais recente da banda, a dúvida continua. New-metal, thrash, metal core? Um pouco de cada um destes elementos pode ser encontrado nas doze músicas que compõem o disco das quais três são músicas de transição e uma está escondida.
Os vocais variam entre rasgado, na maior parte do tempo, e limpo nos refrões, com destaque para os potentes guturais. Os refrões são grudentos, com melodias fáceis de assimilar, mas repetitivos se avaliados na totalidade do álbum.
A parte instrumental arrisca músicas com entradas velozes, riffs rápidos acompanhados do peso do bumbo duplo, mas redunda na maioria das vezes em riffs cadenciados mais ao estilo bate-cabeça. Os solos são lentos e melódicos, enquanto a bateria bem trabalhada dá o andamento e o peso às músicas.
A introdução, Fuse Archetypes, com um instrumental lento e letras faladas, é seguida pela pancada sonora inicial de Fearing to Bleed. Canção agitada, com refrão grudento, sintetiza o lado bom de Metamorphic. A terceira do tracklist é Disconnected, marcada pela brutalidade vocal e pelo peso da bateria, mas sem velocidade. Falling Nowhere, música que segue, tem riffs que a torna uma das mais rápidas do álbum, além de vocais que mostram feeling.
As outras sete canções são um misto destes elementos, que a princípio funcionam bem mas nas músicas finais acabam tornando-se repetitivos. Curtos riffs rápidos, misturados com riffs cadenciados, proporcionam um disco pesado porém lento. Owner of My World é mais um destaque, sendo bem variada e diversa em seu andamento. A última música, Cycle Logical, pretende encerrar o álbum, mas após alguns minutos sem nenhum som tem início um cover de Ace of Spades, clássico absoluto do Motorhead, que adquiriu peso extra com os vocais da Cobalto.
Metamorphic não tem o peso necessário para agradar os fãs mais ardorosos do thrash metal. Porém é um álbum com força para ganhar pontos entre os mais ecléticos, que ouvem sons mais variados, do rock ´n roll ao metal, passando também pelo newmetal. Um som pesado, porém "comportado".
Atribuir um estilo musical específico à Cobalto nunca foi uma unanimidade. Com o Metamorphic, álbum mais recente da banda, a dúvida continua. New-metal, thrash, metal core? Um pouco de cada um destes elementos pode ser encontrado nas doze músicas que compõem o disco das quais três são músicas de transição e uma está escondida.Os vocais variam entre rasgado, na maior parte do tempo, e limpo nos refrões, com destaque para os potentes guturais. Os refrões são grudentos, com melodias fáceis de assimilar, mas repetitivos se avaliados na totalidade do álbum.
A parte instrumental arrisca músicas com entradas velozes, riffs rápidos acompanhados do peso do bumbo duplo, mas redunda na maioria das vezes em riffs cadenciados mais ao estilo bate-cabeça. Os solos são lentos e melódicos, enquanto a bateria bem trabalhada dá o andamento e o peso às músicas.
A introdução, Fuse Archetypes, com um instrumental lento e letras faladas, é seguida pela pancada sonora inicial de Fearing to Bleed. Canção agitada, com refrão grudento, sintetiza o lado bom de Metamorphic. A terceira do tracklist é Disconnected, marcada pela brutalidade vocal e pelo peso da bateria, mas sem velocidade. Falling Nowhere, música que segue, tem riffs que a torna uma das mais rápidas do álbum, além de vocais que mostram feeling.
As outras sete canções são um misto destes elementos, que a princípio funcionam bem mas nas músicas finais acabam tornando-se repetitivos. Curtos riffs rápidos, misturados com riffs cadenciados, proporcionam um disco pesado porém lento. Owner of My World é mais um destaque, sendo bem variada e diversa em seu andamento. A última música, Cycle Logical, pretende encerrar o álbum, mas após alguns minutos sem nenhum som tem início um cover de Ace of Spades, clássico absoluto do Motorhead, que adquiriu peso extra com os vocais da Cobalto.
Metamorphic não tem o peso necessário para agradar os fãs mais ardorosos do thrash metal. Porém é um álbum com força para ganhar pontos entre os mais ecléticos, que ouvem sons mais variados, do rock ´n roll ao metal, passando também pelo newmetal. Um som pesado, porém "comportado".
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