Entrevista - Mateus Lopes (guitarrista da Elipê)
Por Ramon Prates
Fotos tiradas do Fotolog da banda (http://www.fotolog.com.br/_elipe_)
A banda Elipê acaba de lançar o seu 2º disco chamado “Indústria da felicidade humana” e o BahiaRock conversou com o guitarrista e violinista Matheus Lopes sobre esse novo trabalho, shows, evolução e muito mais, confiram!
A banda está lançando seu 2º disco e está disponibilizando-o grátis na Internet. Essa é a melhor opção para uma banda independente? Mesmo assim o cd será lançado no formato físico tradicional?
Mateus: Certamente que esse é o melhor negócio para uma banda independente. A internet é uma poderosa arma de divulgação e não adianta nadar contra a maré: a música digital é um caminho sem volta. Também o nosso primeiro disco já havíamos disponibilizado todo para download. Quanto ao lançamento do CD físico, que sim, nós fizemos e já está na mão, eu acho que não são mídias concorrentes, mas complementares. Além disso, nós lançamos a obra com a licença Creative Commons, o que significa que o álbum é uma obra livre para distribuição e criação de obras derivadas, desde que o crédito seja dado à Elipê e a obra derivada também possua a mesma licença.
Como surgiu a idéia de reunir 7 cantores de bandas baianas (Enio - Enio e A Maloca, Theo Filho - Os Irmãos da Bailarina, Fábio Cascadura - Cascadura, Danny Nascimento - Lou, Laís Souza - Autoreverso, Roberta Simões - Aguarraz e Pietro Leal - Pirigulino Babilake) para participar da gravação da música “Musiquinha Idiota”?
Mateus: Estávamos no intervalo de um ensaio para a gravação do disco quando perguntei à banda: "Nós conhecemos tanta gente talentosa daqui de Salvador e não vamos chamar ninguém para uma participação?". Então começamos a debater quem poderia participar em que música, até que Dudu disse: "Por que não chamamos os vocalistas mais próximos das bandas para cantar Musiquinha Idiota?". Pronto! Foi o estopim para darmos vazão às idéias. Na verdade, a lista era muito mais extensa, mas precisávamos dar dinâmica à música e fomos enxugando até definirmos os 7 convidados. Durante a gravação, o clima foi de total diversão e liberdade. Entre risadas e brincadeiras, cada um foi gravando sua parte e no final percebemos a beleza que tínhamos conseguido, além do fonograma: proporcionar uma união tão linda de pessoas tão talentosas. É muito gratificante e motivo pra muito orgulho.
O novo cd foi gravado e produzido por andré t, um dos principais produtores baianos. O quanto ele influenciou nesse novo trabalho?
Mateus: andré t é um cara fantástico de se trabalhar. Uma pessoa sincera, competente e muitíssimo talentosa. É o George Martin da Bahia (risos)! Nós chegamos com o disco quase todo arranjado no estúdio, mas muita coisa mudou. Você trabalhar com uma pessoa com 20 anos de experiência faz com que alguns conceitos seus mudem, e pra melhor. Teve música que ele apenas aparou arestas, e teve músicas que ele construiu o arranjo todo conosco. E isso dá uma tranquilidade muito grande, pois quando percebemos o forte envolvimento dele com a obra tínhamos a certeza que o nosso melhor estava ali sendo trabalhado.
Fazer o show de lançamento num teatro (ACBEU) é a melhor opção para mostrar as novas músicas num show especial e diferente dos locais onde a banda geralmente se apresenta?
Mateus: O teatro é um lugar mágico! A começar que todas as pessoas assistem ao show sentadas, o que direciona o foco delas para o espetáculo. Então fizemos o repertório com uma dinâmica diferente dos nossos shows, pois a receptividade da música é sentida de forma diferente pelo público. Investimos em uma decoração própria para o teatro, iluminação, dinâmica e show, enfim! A arte fica mais viva, mais envolvente e não menos rock! E certamente ter conseguido reproduzir “Musiquinha Idiota” ao vivo com os participantes foi demais!
5 anos de banda e 2º cd, como a banda evoluiu após esse tempo?
Mateus: De inúmeras maneiras! A começar pela pouca experiência técnica que tínhamos em tirar timbragens dos instrumentos ao gravar o primeiro disco, até mesmo no nosso crescimento como pessoas, músicos e compositores. A rotina de shows de 2007 pra cá mudou nossas perspectivas, nos deu mais senso de grupo, unidade de banda mesmo! Nós somos pessoas muito irrequietas musicalmente, mudamos de influência rapidamente, ouvimos muita música de diversas vertentes, e o resultado é um disco bem mesclado, porém com uma evidente espinha dorsal única. Esse tempo serviu para começarmos a definir melhor nossa identidade. A Elipê é uma banda muito mutante. Certamente o terceiro disco será completamente diferente do "A Tela" e do "Indústria da Felicidade Humana" (risos)!
Contem como foi a experiência dos shows "Elipê Canguinha" realizados no gramado do Farol da Barra. Pretendem repetir a experiência, talvez em algum outro lugar?
Mateus: Foi sensacional! Uma das maiores "bola dentro" que a gente deu. Estávamos vindo de 9 meses de gestação do "Indústria" e precisávamos de alguma maneira retomar o contato com o público. Não queríamos fazer shows elétricos porque estávamos preparando o show de lançamento com todo cuidado, então bolamos o formato do Canguinha. E deu super certo! Todas as edições foram lotadas e participativas, alguns fãs da banda levaram seus violões e tocaram junto conosco! Foi uma experiência única! Isso fortaleceu o laço afetivo entre a banda e os fãs que nos acompanham há tanto tempo. Se terá novas edições? Ainda não sabemos. Mas nenhuma carta está descartada do nosso baralho!
Existem planos da banda se apresentar fora de Salvador, seja no interior da Bahia ou pelo Brasil?
Mateus: Sim, existem! Agora que lançamos o disco é a hora de divulgar o trabalho para a maior quantidade de pessoas possível. Estamos correndo atrás de contato para outras cidades da Bahia e do Nordeste, aos poucos vamos caminhando para o Brasil.
Links:
http://www.elipe.com.br (onde é possível baixar o novo cd)
Flickr: http://www.flickr.com/elipe
Fotolog: http://www.fotolog.com.br/_elipe_
MySpace: http://www.myspace.com/elipe
Palco MP3: http://palcomp3.com/elipe
Orkut: http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=2182409
Twitter: http://twitter.com/eliperock
YouTube: http://www.youtube.com/tvelipe
Fotos tiradas do Fotolog da banda (http://www.fotolog.com.br/_elipe_)
A banda Elipê acaba de lançar o seu 2º disco chamado “Indústria da felicidade humana” e o BahiaRock conversou com o guitarrista e violinista Matheus Lopes sobre esse novo trabalho, shows, evolução e muito mais, confiram!A banda está lançando seu 2º disco e está disponibilizando-o grátis na Internet. Essa é a melhor opção para uma banda independente? Mesmo assim o cd será lançado no formato físico tradicional?
Mateus: Certamente que esse é o melhor negócio para uma banda independente. A internet é uma poderosa arma de divulgação e não adianta nadar contra a maré: a música digital é um caminho sem volta. Também o nosso primeiro disco já havíamos disponibilizado todo para download. Quanto ao lançamento do CD físico, que sim, nós fizemos e já está na mão, eu acho que não são mídias concorrentes, mas complementares. Além disso, nós lançamos a obra com a licença Creative Commons, o que significa que o álbum é uma obra livre para distribuição e criação de obras derivadas, desde que o crédito seja dado à Elipê e a obra derivada também possua a mesma licença.
Como surgiu a idéia de reunir 7 cantores de bandas baianas (Enio - Enio e A Maloca, Theo Filho - Os Irmãos da Bailarina, Fábio Cascadura - Cascadura, Danny Nascimento - Lou, Laís Souza - Autoreverso, Roberta Simões - Aguarraz e Pietro Leal - Pirigulino Babilake) para participar da gravação da música “Musiquinha Idiota”?
Mateus: Estávamos no intervalo de um ensaio para a gravação do disco quando perguntei à banda: "Nós conhecemos tanta gente talentosa daqui de Salvador e não vamos chamar ninguém para uma participação?". Então começamos a debater quem poderia participar em que música, até que Dudu disse: "Por que não chamamos os vocalistas mais próximos das bandas para cantar Musiquinha Idiota?". Pronto! Foi o estopim para darmos vazão às idéias. Na verdade, a lista era muito mais extensa, mas precisávamos dar dinâmica à música e fomos enxugando até definirmos os 7 convidados. Durante a gravação, o clima foi de total diversão e liberdade. Entre risadas e brincadeiras, cada um foi gravando sua parte e no final percebemos a beleza que tínhamos conseguido, além do fonograma: proporcionar uma união tão linda de pessoas tão talentosas. É muito gratificante e motivo pra muito orgulho.O novo cd foi gravado e produzido por andré t, um dos principais produtores baianos. O quanto ele influenciou nesse novo trabalho?
Mateus: andré t é um cara fantástico de se trabalhar. Uma pessoa sincera, competente e muitíssimo talentosa. É o George Martin da Bahia (risos)! Nós chegamos com o disco quase todo arranjado no estúdio, mas muita coisa mudou. Você trabalhar com uma pessoa com 20 anos de experiência faz com que alguns conceitos seus mudem, e pra melhor. Teve música que ele apenas aparou arestas, e teve músicas que ele construiu o arranjo todo conosco. E isso dá uma tranquilidade muito grande, pois quando percebemos o forte envolvimento dele com a obra tínhamos a certeza que o nosso melhor estava ali sendo trabalhado.Fazer o show de lançamento num teatro (ACBEU) é a melhor opção para mostrar as novas músicas num show especial e diferente dos locais onde a banda geralmente se apresenta?
Mateus: O teatro é um lugar mágico! A começar que todas as pessoas assistem ao show sentadas, o que direciona o foco delas para o espetáculo. Então fizemos o repertório com uma dinâmica diferente dos nossos shows, pois a receptividade da música é sentida de forma diferente pelo público. Investimos em uma decoração própria para o teatro, iluminação, dinâmica e show, enfim! A arte fica mais viva, mais envolvente e não menos rock! E certamente ter conseguido reproduzir “Musiquinha Idiota” ao vivo com os participantes foi demais!
5 anos de banda e 2º cd, como a banda evoluiu após esse tempo?
Mateus: De inúmeras maneiras! A começar pela pouca experiência técnica que tínhamos em tirar timbragens dos instrumentos ao gravar o primeiro disco, até mesmo no nosso crescimento como pessoas, músicos e compositores. A rotina de shows de 2007 pra cá mudou nossas perspectivas, nos deu mais senso de grupo, unidade de banda mesmo! Nós somos pessoas muito irrequietas musicalmente, mudamos de influência rapidamente, ouvimos muita música de diversas vertentes, e o resultado é um disco bem mesclado, porém com uma evidente espinha dorsal única. Esse tempo serviu para começarmos a definir melhor nossa identidade. A Elipê é uma banda muito mutante. Certamente o terceiro disco será completamente diferente do "A Tela" e do "Indústria da Felicidade Humana" (risos)!Contem como foi a experiência dos shows "Elipê Canguinha" realizados no gramado do Farol da Barra. Pretendem repetir a experiência, talvez em algum outro lugar?
Mateus: Foi sensacional! Uma das maiores "bola dentro" que a gente deu. Estávamos vindo de 9 meses de gestação do "Indústria" e precisávamos de alguma maneira retomar o contato com o público. Não queríamos fazer shows elétricos porque estávamos preparando o show de lançamento com todo cuidado, então bolamos o formato do Canguinha. E deu super certo! Todas as edições foram lotadas e participativas, alguns fãs da banda levaram seus violões e tocaram junto conosco! Foi uma experiência única! Isso fortaleceu o laço afetivo entre a banda e os fãs que nos acompanham há tanto tempo. Se terá novas edições? Ainda não sabemos. Mas nenhuma carta está descartada do nosso baralho!Existem planos da banda se apresentar fora de Salvador, seja no interior da Bahia ou pelo Brasil?
Mateus: Sim, existem! Agora que lançamos o disco é a hora de divulgar o trabalho para a maior quantidade de pessoas possível. Estamos correndo atrás de contato para outras cidades da Bahia e do Nordeste, aos poucos vamos caminhando para o Brasil.
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