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Entrevista - Joel Moncorvo

Por Lucas Rocha
Entrevista realizada por e-mail
Fotos tiradas do site: http://www.joelmoncorvo.com/

Com certeza, este músico baiano é um dos mais importantes do cenário nacional hoje. Habilidade e técnica extremadas, lança um disco que foge completamente ao seu campo de atuação até hoje, mais ligado ao metal, criando mais uma obra-prima para músicos brasileiros e estrangeiros. Cheio de boas perspectivas, Joel conversa conosco para falar um pouco sobre o melhor momento de sua carreira. Confira!

Como começou sua história com a música e o contrabaixo?

Joel:
Comecei a estudar música em 1978, quando tinha 7 anos, participando de corais estudantis. O meu 1º instrumento realmente foi um contrabaixo e sempre achei um grande desafio tocá-lo. As minhas influências musicais vieram basicamente da minha família. Lembro que a minha mãe dava aulas de piano e eu ficava observando e escutando as melodias. O meu pai sempre me apresentava as mais variadas músicas de qualidade. Acho que tudo isso despertou o meu interesse pela música.

No início da vida, qual a maior dificuldade de tocar um instrumento?

Joel:
Não chegaram a ser fatores determinantes, mas a qualidade e os altos preços cobrados pelos bons instrumentos e a dificuldade de adquirir um bom material de estudo naquela época, tornavam-se barreiras que precisavam ser vencidas.

Como você vê a perspectiva daqueles que hoje – jovens e até adultos – querem começar a tocar um instrumento?

Joel:
As melhores possíveis. Tudo começa com interesse e força de vontade. Mas é bom prestar muita atenção na escolha de um professor de música. Uma metodologia aplicada de forma incorreta pode levar o estudante à fadiga musical e provavelmente à desistência dessa arte. 
 
Conte um pouco do seu início com bandas de metal.

Joel:
Comecei na banda de rock and roll Direito Autoral, mais tarde formei a Kaddish (Death Metal), na qual era o baixista e vocalista e a Dimy Ruffo. Atualmente sou baixista da Slow e do Ungodly.

Você, além de capitanear a Slow, também faz parte da Ungodly. Quando sai o novo trabalho da banda?

Joel:
Estamos em fase de composição, acredito que esse trabalho deva ser lançado ainda em 2008.

Conte-nos um pouco sobre a concepção do seu trabalho solo. Desde quando há este projeto?

Joel:
Comecei com o processo de composição em 2005. É um projeto totalmente instrumental, no qual encontramos elementos que vão do Fusion, Soul Music, Funk, Baladas chegando até as raízes do Afoxé e do Ijexá. As composições foram inspiradas em minhas vivências e experiências musicais ao logo desses anos.

Como surgiu o contato com a Dynamo records e as participações do Cd, como a de Mozart Melo?

Joel:
Conheci o Éric de Haas através dos trabalhos realizados com grupo Ungodly, e quando fizemos três shows com o Slayer e um com o Arch Enemy, aqui no Brasil. Quando o CD estava pronto, já tinha a proposta de uma grande gravadora, mas algo me fez entrar em contato com a Dynamo Records e mostrar o trabalho. Logo após a audição, o CD foi aprovado. Sobre a participação do Mozart Mello: Conheci-o nos palcos pelo Brasil, sempre me encontrava e conversávamos bastante. Ao Compor a música Alinhamento Cósmico, percebi que a inspiração dessa música parecia muito com a ideologia espiritual do Mozart, ao perceber isso, fiz o convite para ele.

Como surgiu o projeto com as garotas surdas?

Joel:
Sempre me interessei em buscar diferentes maneiras de trabalhar o contrabaixo e como já havia participado de uma pesquisa envolvendo o aluno surdo e a música, resolvi iniciar a pesquisa “O Contrabaixo e a Criança Surda”. Acreditando que, o contrabaixo, por ser um instrumento de baixa freqüência, pode auxiliar o aluno portador de surdez, no desenvolvimento da sua percepção auditiva e corporal, através do ritmo musical, da utilização das células rítmicas, como também da própria aprendizagem do contrabaixo. Quem desejar conhecer esse trabalho mais profundamente, visite o site da pesquisa: www.joelmoncorvo.com/pesquisa

Com todos estes anos dedicados a música pesada, principalmente, como você vê o cenário na Bahia e no Brasil deste estilo?

Joel:
Vejo ótimos músicos e bandas, mas pouquíssima valorização.

Você é um especialista em Workshops. O que este tipo de evento traz de importante para o cenário musical de uma região?

Joel:
Uma interação e valorização da arte musical em geral e o aprimoramento e crescimento do instrumento. Geralmente em um evento desse nível fico muito mais próximo ao público e as suas necessidades e curiosidades. Procuro tirar todas as suas dúvidas sempre de forma didática e com grande atenção. Falando da parte de endorser, faço vários eventos para as empresas que me patrocinam: Crafter, Power Click, Medina Artigas, Landscape, Soft Case e Athelier PHNX). Nesses eventos divulgo os equipamentos usados, suas especificações técnicas e o nome da Empresa. Hoje no meio musical, é muito bom quando temos o apoio de empresas que nos apóiam em forma de patrocínio.

Você é um músico que se dedica às suas atividades, que vive de música. Quais as principais dificuldades para um bom profissional desta área manter-se neste mercado?

Joel:
O bom profissional deve estar sempre atualizado, ser empreendedor, se relacionar bem com todos e produzir bons trabalhos. Se essas regras forem seguidas, com certeza não notará grandes dificuldades.

Deixe uma mensagem aos seus fãs e amigos do Bahia Rock.

Joel:
Agradeço ao Lucas Rocha e a toda equipe do Bahia Rock pelo espaço e oportunidade de mostrar mais vez os meus pensamentos.  Aos leitores, agradeço a atenção e os convido para conhecer os meus trabalhos e pesquisas musicais através do site http://www.joelmoncorvo.com/ , http://www.slow.com.br/, http://www.ungodly.com.br/ e o site da pesquisa com surdos www.joelmoncorvo.com/pesquisa . Abraço a todos!

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