Entrevista - Mutation Lab
Por Ramon Prates
A banda Mutation Lab é mais uma banda nova em Salvador. Eles estão lançando um cd pelo selo Big Bross. Depois do show de lançamento rolou uma conversa onde eles falaram um pouco da história da banda, sobre a escolha do selo e muito mais. A banda é formada por Liz B. (vocal e guitarra), RNunez (bateria), Daniel W. (guitarra) e Spencer (baixo).
Vamos falar do lançamento do cd. Como foi a escolha do selo Big Bross?
Daniel: Foi natural. Eu conheço Big Brother há uns 10 anos. Porque na verdade todo mundo aqui teve banda antes. Big Brother é um cara presente. Nunca teve nenhuma outra opção que não fosse ele, que já é um cara próximo e ligado a gente.
Spencer: É o homem! Está falando de rock underground, é Big Brother. Em se tratando de selos independentes, eu já tive banda de um selo do Rio de Janeiro. Selo independente fica ali naquele nível. A gente optou por ser um amigo da gente. Basicamente é isso.
Como foi a produção do cd, já que uma parte foi gravada nos EUA e outra aqui em Salvador?
RNunez: Na verdade é uma coletânea de algumas demos que fizemos lá em Los Angeles. Mais uma música que a gente gravou aqui com Spencer no baixo, que entrou depois que a gente veio para cá.
Quem de vocês estava nos EUA?
RNunez: Todo mundo, inclusive Spencer. Só que o baixista antes era Pedro. Só que nós voltamos e ele ficou por lá. Spencer entrou para banda e resolvemos gravar uma música a mais, meio que para registrar e oficializar a entrada dele na banda. A primeira música do cd foi gravada aqui e as outras foram gravadas em Los Angeles, em períodos diferentes. Foi gravando, gravando, chegou aqui a gente coletou tudo e lançou.
Como foi a experiência nos EUA? Como é o underground por lá?
RNunez: Lá é foda, concorrência braba.
Daniel: Muito acirrada. Você toca em uns lugares que já tocaram Red Hot, Guns, Nirvana, Rage Against, Sepultura. O problema é o público. É muito segmentado.
Spencer: O problema era arranjar público.
Rolava preconceito pelo fato de vocês não serem americanos?
Liz: Para nós isso não pesou muito não.
RNunez: Na verdade era até legal pois a gente se envolvia com a galera latina, que dava o maior apoio. A gente até se passava por americano pois ninguém aqui tem cara de latino. Para você ter uma idéia, teve show que a gente chamou uma galera, muita gente disse que ia, ia ser massa, muito importante e meio que 1 semana antes marcaram um show de George Clinton no mesmo dia. Ele é funkadelic.
Liz: Concorrer com ele ia ser muito pesado.
RNunez: Todo dia você está concorrendo com a galera top, que toca lá todo fim de semana. Sonic Youth, Mudhoney, Strokes.
Spencer: Sem contar que Los Angeles é uma cidade que todo mundo está lá para arriscar. Isso tornam as coisas bem difíceis. Uma selva de pedras para você conseguir que um cara vá no seu show. Para tentar alguma coisa é quase impossível.
Daniel: Mas acho que isso deu mais consciência, mais maturidade para fazer um negocio mais legal, mais profissional.
E como surgiu a oportunidade de ir para lá?
Liz: Na verdade a banda não existia antes de ir para lá. Então foi meio que uma coincidência, porque a gente se encontrou lá e naquela ânsia de tocar. Na verdade eu, Rodrigo (RNunez) e Pedro se encontrou por causa de uma pessoa conhecida em comum. Vamo tocar , vamo tocar amanhã. No outro dia a gente comprou uma bateria e começou a tocar. Foi mais ou menos assim. Daniel foi lá passar as férias depois. Gravou, voltou e ficou naquele se ia de novo e acabou indo. A gente tocou bastante. Nossa vida útil tocando em Los Angeles foi muito breve, mas foi muito rica. Vieram as gravações. Ganhamos entrosamento e maturidade de palco porque lá o bicho pega. Ou você corre atrás ou fica para trás.
Por que o nome Mutation Lab?
Liz: A gente estava atrás de nome, escrevendo, pensando e um dia um broder da gente disse que tinha pensando em um nome: Mutation Lab. Todo mundo gostou e ficou.
RNunez: É só um nome. A galera concordou e fudeu.
Como está sendo voltar ao underground baiano?
Liz: Estranho.
RNunez: Bom pra caralho e ruim pra caralho. Tem lado bom e ruim.
Liz: Tem um lado bom de estar entre amigos, ser apoiado por amigos. Só de estar em um show e olhar as pessoas e reconhecer as pessoas, é uma coisa muito boa. É um sentimento que a gente nunca teve lá.
Daniel: As pessoas curtindo.
Liz: Curtindo é melhor ainda.
RNunez: A gente está em casa.
Jogar em casa é mais fácil.
Liz: É mais fácil. A torcida está a seu favor.
Daniel: Lá tinham alguns amigos americanos que curtiam.
Liz: Tínhamos nossos seguidores.
RNunez: Fora a legião de brasileiros em Los Angeles que sempre estavam na área.
Qual diferença vocês notaram no cenário underground daqui atualmente em relação a antes de vocês viajarem?
Liz: A gente ficou 3 anos fora, só pra salientar, foi um bom tempo. Eu acho que cresceu por um lado e diminuiu por outro. A gente tem mais espaço na Internet. Isso é muito legal. Comparando com a cena que a gente viveu ativamente há 5, 6 anos atrás, ta um pouco devagar. Mas está vindo uma safra nova de gente, ta começando a frutificar de novo.
RNunez: Começando a se sustentar novamente. Mas já passou por isso, se desvirtuou e está começando de novo.
Daniel: O melhor de tudo é que o publico está se renovando. Você vê uma galera nova vindo aos shows. Porque nos shows da gente era sempre aquela galera que a gente conhecia. Hoje em dia tem uma galera nova que vem curtir o som.
RNunez: Hoje mesmo deu uma galera que veio porque queria curtir o som e não porque é amigo.
Spencer: Houve momentos da cena em Salvador em que da para ter destaque. Tipo em 94 teve uma cena bem forte que enchia muito. 91, 94 e 98 foram legais. Acho que agora pode ser que possa citar essa cena de 2003. Para ela chegar a esse hall, é preciso que o público volte a ser o que era. A qualidade das bandas é boa mas o público não é tão presente quanto antes.
RNunez: Que abram mais lugares também. Ta tudo limitado. A galera tem que abrir o olho que ta rolando público e deixar de preconceito e viadagem e abrir espaço.
Liz: Acho que uma boa prova disso foi o show do Los Hermanos que bombou. A galera viu que tem potencial, tem que fazer e tem que correr atrás.
Falem um pouco das suas experiências musicais aqui em Salvador, bandas que tocaram.
Daniel: Eu tocava na Dinky Dau, que era uma banda de hardcore, altamente pesado. Era meio o que eu faço hoje só que com outras pessoas. Alias, tem umas coisas bem parecidas mesmo. Na verdade, naquela época, é meio Ozzy Osbourne. Eu não lembro de muita coisa, mas foi legal. Agora eu tenho mais noção. Naquela época eu era amador, agora sou mais profissional.
RNunez: Significativa, que a galera conhece, eu toquei bateria no Inkoma, fui o segundo baterista e depois deu uma maluquice na minha cabeça e comecei a cantar na Pimps. Depois veio a fase que estou fazendo na minha vida, aí voltei a tocar bateria. Graças a Deus. Acho que a 3ª banda significativa é a Mutation Lab, que vale a pena citar.
Liz: Que todo mundo vai lembrar: Xis, banda de mulheres. Teve outras bandas de escola antes e tal. Xis foi a que ficou mais marcado.
Spencer: Eu tive a Maionese Love e a Jupiter Scope.
Liz: Sabe aquele guitarrista famoso, o Peu que toca com Pitty? Tocou nessa banda. Somos todos da mesma geração. Uma geração velha mas ativa ainda. Tomando Viagra. To brincando.
Já que vocês falaram de espaço na Internet, vocês acham isso importante?
Liz: Claro, fundamental. Quem vive sem Internet hoje? Ninguém. Se não tiver isso acontecendo, o mundo parou. A Internet hoje é uma das coisas mais importantes em termos de divulgação, promoção e troca de informação.
RNunez: A divulgação pesada desse show foi na Internet. Cartaz foi muito pouco.
Daniel: Não sei como a gente vivia sem Internet.
Spencer: A Internet substitui o flyer.
Liz: Tinha o Telefanzine que infelizmente agora está um pouco parado. A gente espera que se puder volte com a força toda.
A Internet é um pouco uma evolução do Telefanzine.
Liz: Eu não acho que seja uma evolução porque tem muitas pessoas ainda que não tem acesso a Internet infelizmente. Por mais que a gente ache que não. Então é legal também. A Internet esta aí, alcançando uma galera e ta bombando.
RNunez: É diferente. Telefone é bem mais acessível e aberto ao povo. É legal uma parada tipo Telefanzine. Infelizmente não está rolando mais, não sei se vai voltar. Era massa, um meio de divulgação bala.
O que vocês acham da proposta do BahiaRock?
RNunez: Eu leio as vezes, acho massa.
Daniel: Eu leio sempre a porra desse site.
RNunzez: Eu não conheço muitos sites aqui em Salvador que tenham atualização constante, que está sempre cobrindo show, fazendo review de cd e demo.
Spencer: É um site interessado pra caralho. Vai a todos os shows, cadastra banda.
Liz: Tem muito site por aí, não só daqui de Salvador, que fica esperando que o pessoal mande material, mande o release, mande o comentário do show em vez de estar indo à cena, estar vendo o que está acontecendo e formando opinião. Isso é muito importante.
Daniel: Tem também a Frangote Records, Music Box. Todo mundo da mesma turma agitando.
A banda Mutation Lab é mais uma banda nova em Salvador. Eles estão lançando um cd pelo selo Big Bross. Depois do show de lançamento rolou uma conversa onde eles falaram um pouco da história da banda, sobre a escolha do selo e muito mais. A banda é formada por Liz B. (vocal e guitarra), RNunez (bateria), Daniel W. (guitarra) e Spencer (baixo).Vamos falar do lançamento do cd. Como foi a escolha do selo Big Bross?
Daniel: Foi natural. Eu conheço Big Brother há uns 10 anos. Porque na verdade todo mundo aqui teve banda antes. Big Brother é um cara presente. Nunca teve nenhuma outra opção que não fosse ele, que já é um cara próximo e ligado a gente.
Spencer: É o homem! Está falando de rock underground, é Big Brother. Em se tratando de selos independentes, eu já tive banda de um selo do Rio de Janeiro. Selo independente fica ali naquele nível. A gente optou por ser um amigo da gente. Basicamente é isso.
Como foi a produção do cd, já que uma parte foi gravada nos EUA e outra aqui em Salvador?
RNunez: Na verdade é uma coletânea de algumas demos que fizemos lá em Los Angeles. Mais uma música que a gente gravou aqui com Spencer no baixo, que entrou depois que a gente veio para cá.Quem de vocês estava nos EUA?
RNunez: Todo mundo, inclusive Spencer. Só que o baixista antes era Pedro. Só que nós voltamos e ele ficou por lá. Spencer entrou para banda e resolvemos gravar uma música a mais, meio que para registrar e oficializar a entrada dele na banda. A primeira música do cd foi gravada aqui e as outras foram gravadas em Los Angeles, em períodos diferentes. Foi gravando, gravando, chegou aqui a gente coletou tudo e lançou.
Como foi a experiência nos EUA? Como é o underground por lá?
RNunez: Lá é foda, concorrência braba.
Daniel: Muito acirrada. Você toca em uns lugares que já tocaram Red Hot, Guns, Nirvana, Rage Against, Sepultura. O problema é o público. É muito segmentado.
Spencer: O problema era arranjar público.
Rolava preconceito pelo fato de vocês não serem americanos?
Liz: Para nós isso não pesou muito não.
RNunez: Na verdade era até legal pois a gente se envolvia com a galera latina, que dava o maior apoio. A gente até se passava por americano pois ninguém aqui tem cara de latino. Para você ter uma idéia, teve show que a gente chamou uma galera, muita gente disse que ia, ia ser massa, muito importante e meio que 1 semana antes marcaram um show de George Clinton no mesmo dia. Ele é funkadelic.
Liz: Concorrer com ele ia ser muito pesado.
RNunez: Todo dia você está concorrendo com a galera top, que toca lá todo fim de semana. Sonic Youth, Mudhoney, Strokes.
Spencer: Sem contar que Los Angeles é uma cidade que todo mundo está lá para arriscar. Isso tornam as coisas bem difíceis. Uma selva de pedras para você conseguir que um cara vá no seu show. Para tentar alguma coisa é quase impossível.
Daniel: Mas acho que isso deu mais consciência, mais maturidade para fazer um negocio mais legal, mais profissional.
E como surgiu a oportunidade de ir para lá?
Liz: Na verdade a banda não existia antes de ir para lá. Então foi meio que uma coincidência, porque a gente se encontrou lá e naquela ânsia de tocar. Na verdade eu, Rodrigo (RNunez) e Pedro se encontrou por causa de uma pessoa conhecida em comum. Vamo tocar , vamo tocar amanhã. No outro dia a gente comprou uma bateria e começou a tocar. Foi mais ou menos assim. Daniel foi lá passar as férias depois. Gravou, voltou e ficou naquele se ia de novo e acabou indo. A gente tocou bastante. Nossa vida útil tocando em Los Angeles foi muito breve, mas foi muito rica. Vieram as gravações. Ganhamos entrosamento e maturidade de palco porque lá o bicho pega. Ou você corre atrás ou fica para trás.Por que o nome Mutation Lab?
Liz: A gente estava atrás de nome, escrevendo, pensando e um dia um broder da gente disse que tinha pensando em um nome: Mutation Lab. Todo mundo gostou e ficou.
RNunez: É só um nome. A galera concordou e fudeu.
Como está sendo voltar ao underground baiano?
Liz: Estranho.RNunez: Bom pra caralho e ruim pra caralho. Tem lado bom e ruim.
Liz: Tem um lado bom de estar entre amigos, ser apoiado por amigos. Só de estar em um show e olhar as pessoas e reconhecer as pessoas, é uma coisa muito boa. É um sentimento que a gente nunca teve lá.
Daniel: As pessoas curtindo.
Liz: Curtindo é melhor ainda.
RNunez: A gente está em casa.
Jogar em casa é mais fácil.
Liz: É mais fácil. A torcida está a seu favor.
Daniel: Lá tinham alguns amigos americanos que curtiam.
Liz: Tínhamos nossos seguidores.
RNunez: Fora a legião de brasileiros em Los Angeles que sempre estavam na área.
Qual diferença vocês notaram no cenário underground daqui atualmente em relação a antes de vocês viajarem?
Liz: A gente ficou 3 anos fora, só pra salientar, foi um bom tempo. Eu acho que cresceu por um lado e diminuiu por outro. A gente tem mais espaço na Internet. Isso é muito legal. Comparando com a cena que a gente viveu ativamente há 5, 6 anos atrás, ta um pouco devagar. Mas está vindo uma safra nova de gente, ta começando a frutificar de novo.RNunez: Começando a se sustentar novamente. Mas já passou por isso, se desvirtuou e está começando de novo.
Daniel: O melhor de tudo é que o publico está se renovando. Você vê uma galera nova vindo aos shows. Porque nos shows da gente era sempre aquela galera que a gente conhecia. Hoje em dia tem uma galera nova que vem curtir o som.
RNunez: Hoje mesmo deu uma galera que veio porque queria curtir o som e não porque é amigo.
Spencer: Houve momentos da cena em Salvador em que da para ter destaque. Tipo em 94 teve uma cena bem forte que enchia muito. 91, 94 e 98 foram legais. Acho que agora pode ser que possa citar essa cena de 2003. Para ela chegar a esse hall, é preciso que o público volte a ser o que era. A qualidade das bandas é boa mas o público não é tão presente quanto antes.
RNunez: Que abram mais lugares também. Ta tudo limitado. A galera tem que abrir o olho que ta rolando público e deixar de preconceito e viadagem e abrir espaço.
Liz: Acho que uma boa prova disso foi o show do Los Hermanos que bombou. A galera viu que tem potencial, tem que fazer e tem que correr atrás.
Falem um pouco das suas experiências musicais aqui em Salvador, bandas que tocaram.
Daniel: Eu tocava na Dinky Dau, que era uma banda de hardcore, altamente pesado. Era meio o que eu faço hoje só que com outras pessoas. Alias, tem umas coisas bem parecidas mesmo. Na verdade, naquela época, é meio Ozzy Osbourne. Eu não lembro de muita coisa, mas foi legal. Agora eu tenho mais noção. Naquela época eu era amador, agora sou mais profissional.
RNunez: Significativa, que a galera conhece, eu toquei bateria no Inkoma, fui o segundo baterista e depois deu uma maluquice na minha cabeça e comecei a cantar na Pimps. Depois veio a fase que estou fazendo na minha vida, aí voltei a tocar bateria. Graças a Deus. Acho que a 3ª banda significativa é a Mutation Lab, que vale a pena citar.
Liz: Que todo mundo vai lembrar: Xis, banda de mulheres. Teve outras bandas de escola antes e tal. Xis foi a que ficou mais marcado.
Spencer: Eu tive a Maionese Love e a Jupiter Scope.
Liz: Sabe aquele guitarrista famoso, o Peu que toca com Pitty? Tocou nessa banda. Somos todos da mesma geração. Uma geração velha mas ativa ainda. Tomando Viagra. To brincando.
Já que vocês falaram de espaço na Internet, vocês acham isso importante?
Liz: Claro, fundamental. Quem vive sem Internet hoje? Ninguém. Se não tiver isso acontecendo, o mundo parou. A Internet hoje é uma das coisas mais importantes em termos de divulgação, promoção e troca de informação.
RNunez: A divulgação pesada desse show foi na Internet. Cartaz foi muito pouco.
Daniel: Não sei como a gente vivia sem Internet.
Spencer: A Internet substitui o flyer.
Liz: Tinha o Telefanzine que infelizmente agora está um pouco parado. A gente espera que se puder volte com a força toda.
A Internet é um pouco uma evolução do Telefanzine.
Liz: Eu não acho que seja uma evolução porque tem muitas pessoas ainda que não tem acesso a Internet infelizmente. Por mais que a gente ache que não. Então é legal também. A Internet esta aí, alcançando uma galera e ta bombando.
RNunez: É diferente. Telefone é bem mais acessível e aberto ao povo. É legal uma parada tipo Telefanzine. Infelizmente não está rolando mais, não sei se vai voltar. Era massa, um meio de divulgação bala.
O que vocês acham da proposta do BahiaRock?
RNunez: Eu leio as vezes, acho massa.Daniel: Eu leio sempre a porra desse site.
RNunzez: Eu não conheço muitos sites aqui em Salvador que tenham atualização constante, que está sempre cobrindo show, fazendo review de cd e demo.
Spencer: É um site interessado pra caralho. Vai a todos os shows, cadastra banda.
Liz: Tem muito site por aí, não só daqui de Salvador, que fica esperando que o pessoal mande material, mande o release, mande o comentário do show em vez de estar indo à cena, estar vendo o que está acontecendo e formando opinião. Isso é muito importante.
Daniel: Tem também a Frangote Records, Music Box. Todo mundo da mesma turma agitando.
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