Entrevista - Slow
Entrevista com a banda Slow
Por Rogério Pinheiro
A Slow faz parte de um seleto grupo de bandas que chama a atenção do cenário local / nacional, e devido à sua grande importância na história rocker do estado decidimos realizar uma entrevista e saber um pouco do que se passa pela cabeça desses músicos no que diz respeito à banda, carreira solo, cenário em Salvador e o tão aguardado ep.
Primeiramente vamos falar um pouco sobre a história da Slow. A banda começou em 1992, e passou por diversas modificações desde então. Quais as principais mudanças na sonoridade?
Joel Moncorvo: Começamos seguindo puramente a linha heavy metal, mas aos poucos fomos sentindo a necessidade de acrescentar elementos de outros estilos (Rock Progressivo, Thrash, Fusion).
Acreditamos que a necessidade da mudança sonora é algo muito normal na carreira de qualquer grupo, mas não abrimos mão da base do bom e velho metal.
Durante esses 14 anos, vocês tiveram mudanças na formação, e inclusive chegaram a acabar a banda, retomando as atividades alguns anos depois. Falem um pouco sobre o ocorrido.
Joel Moncorvo: Viver de música na Bahia não é fácil, principalmente quando você é um músico que tem uma banda e esta, é base de sustento. O que aconteceu com a SLOW foi mais ou menos isso, uma parte do grupo não se encontrava em condições de manter a banda como prioridade profissional e passou a ter outras necessidades, conversamos e nos entendemos. Pausamos o grupo para nos reciclarmos. Esse fato ajudou muito para retornarmos com um trabalho mais forte e maduro.
A Slow chegou a lançar algum tipo de registro musical nesse meio tempo? Alguma fita demo, vinil, participação de coletânea...
Joel Moncorvo: Sim, lançamos uma demo-tape chamada Intro e participamos de várias coletâneas.
Finalmente, em 2006, o ep da Slow está pronto. O que levou a essa demora em lançar um cd?
Joel Moncorvo: Tivemos que fazer mudanças na formação do grupo várias vezes e isso atrasou bastante o lançamento do CD.
Como vocês avaliam o lançamento? Existe alguma coisa que a banda gostaria de mudar, ou a Slow está satisfeita com tudo do material?
Joel Moncorvo: Quando lançamos o CD Killer Mermaid ficamos muito satisfeitos com o resultado, tanto na parte gráfica, sonoridade e gravação. Naquele momento foi o que fizemos de melhor.
A Slow é basicamente uma banda de metal progressivo. Como vocês analisam o cenário local para esse estilo?
Joel Moncorvo: Se o cenário brasileiro não é favorável ao heavy metal, imagine o baiano! Prefiro me limitar a dizer que o cenário está melhor que há 10 anos atrás
O ep saiu pela Maniac Records, um dos importantes selos da Bahia. Essa parceria está rendendo bons frutos? Qual a vantagem de lançar o cd por um selo?
Joel Moncorvo: Se você lança um trabalho musical por uma gravadora, você tem mais chance de ser visto e escutado Além disso você tem um apoio na organização dos shows, distribuição e em toda divulgação da banda.
Na hora de optar por um instrumento musical, dificilmente o contrabaixo é o escolhido. Em todo o caso, o de quatro cordas é o mais comum, diferente do de cinco ou seis. Porém, Joel se utiliza, também, de um baixo de oito cordas. Qual a diferença e como ela se aplica entre os baixos de quatro, cinco, seis e oito cordas?
Joel Moncorvo: Falando sobre o número de cordas, o que muda basicamente são as possibilidades, sonoras e forma de tocar o instrumento. Por exemplo: geralmente nas apresentações utilizo um set de 3 ou 4 contrabaixos. Um de 4 cordas para músicas para a técnica do slap, um de 5 e 6 cordas principalmente na utilização da técnica do pizzicato e um de 8 cordas para momentos em que necessito de sonorizações especiais. Estou acrescentando no meu set um contrabaixo fretless com pedestal fixo, para que possa desenvolver frases isoladas nas músicas.
Ricardo Primata lançou, já há algum tempo, os cds Ritmia e Visões. Gostaríamos que o guitarrista falasse um pouco sobre esses lançamentos.
Ricardo Primata: O CD Ritmia, que é meu projeto de rock progressivo, foi lançado em 2004 com a participação de grandes músicos, onde mesclei diversos ritmos com o bom e velho rock and roll. O disco Visões, que é meu trabalho instrumental, foi lançado em 2005, um EP em formato Digipack sendo uma prévia do disco que irei lançar neste ano de 2007. Os dois discos estão à venda no meu site: www.ricardoprimata.com.br.
Jorge Barros, além de vocalista da Slow, também canta na King Cobra, banda de hard rock. Conte-nos um pouco a respeito da banda, sobre os shows, e se a KC pretende, um dia, lançar algum tipo demo/ep. Além disso, explique o que o fez trocar a bateria pelos vocais.
Jorge Barros: A king foi feita por Martin Mendonça (Pitty), Cristhiano Macchi (Malefactor) e eu, fizemos a banda com intuito apenas de nos divertirmos e tocamos já a dez anos com quase a mesma formação só havendo substituições com os guitarristas, Martin mk1, Tonny oliveira mk2, Ricardo Flash mk3, Paulinho Oliveira mk4, entre outros, e agora temos conosco Oyama Bittencourt, um dos maiores! A maior parte do público é composta por músicos locais e adoradores de hard rock, tenho absoluta certeza que se não tocasse com os caras eu iria em todos os shows. Não há pretensões de compor quando se toca músicas que são verdadeiras obras de arte (pesada), ficasse receoso de parecer plágio. E o que me fez trocar a bateria pelos vocais?... o peso.
Dentre os instrumentos mais utilizados em uma banda de rock, dificilmente a pessoa opta pela bateria. Qual a posição do Ricardo Bacellar a respeito disso? Você acredita que exista algum motivo em especial, ou é simplesmente uma mera coincidência?
Ricardo Bacellar: Aprecio vários instrumentos musicais, porém o que mais me identifico são os percusivos, por esse motivo, optei pela bateria.
A banda pretende, mesmo que em suas apresentações ao vivo, colocar um segundo guitarrista?
Joel Moncorvo: Por enquanto não.
Como anda o processo de divulgação do álbum? O que, exatamente, a banda tem feito para que a maior quantidade possível de pessoas o conheça e escute?
Joel Moncorvo: O nosso CD está em várias prateleiras brasileiras e já estamos vendo a possibilidade de uma distribuição internacional.
Por fim, gostaríamos de saber quais serão os próximos passos da Slow, o que se pretende fazer agora que o ep finalmente saiu.
Joel Moncorvo: Estamos desenvolvendo o roteiro do nosso Vídeo Clip. Continuaremos a divulgar o nosso CD, fazendo o maior número de apresentações possíveis, com qualidade, e, paralelo a tudo isso, a nossa preocupação para que todos os fãs da SLOW estejam sempre bem informados.
O Site BahiaRock gostaria de agradecer aos músicos pela entrevista, e desejar muita sorte na divulgação do álbum.
Joel Moncorvo: Obrigado ao BahiaRock pelo espaço e o grande apoio que vem nos dando. Aos leitores agradeço a atenção e os convido a conhecerem o nosso trabalho através dos sites: www.slow.com.br, www.joelmoncorvo.com e www.ricardoprimata.com.br .
Por Rogério Pinheiro
A Slow faz parte de um seleto grupo de bandas que chama a atenção do cenário local / nacional, e devido à sua grande importância na história rocker do estado decidimos realizar uma entrevista e saber um pouco do que se passa pela cabeça desses músicos no que diz respeito à banda, carreira solo, cenário em Salvador e o tão aguardado ep.Primeiramente vamos falar um pouco sobre a história da Slow. A banda começou em 1992, e passou por diversas modificações desde então. Quais as principais mudanças na sonoridade?
Joel Moncorvo: Começamos seguindo puramente a linha heavy metal, mas aos poucos fomos sentindo a necessidade de acrescentar elementos de outros estilos (Rock Progressivo, Thrash, Fusion).
Acreditamos que a necessidade da mudança sonora é algo muito normal na carreira de qualquer grupo, mas não abrimos mão da base do bom e velho metal.
Durante esses 14 anos, vocês tiveram mudanças na formação, e inclusive chegaram a acabar a banda, retomando as atividades alguns anos depois. Falem um pouco sobre o ocorrido.
Joel Moncorvo: Viver de música na Bahia não é fácil, principalmente quando você é um músico que tem uma banda e esta, é base de sustento. O que aconteceu com a SLOW foi mais ou menos isso, uma parte do grupo não se encontrava em condições de manter a banda como prioridade profissional e passou a ter outras necessidades, conversamos e nos entendemos. Pausamos o grupo para nos reciclarmos. Esse fato ajudou muito para retornarmos com um trabalho mais forte e maduro. A Slow chegou a lançar algum tipo de registro musical nesse meio tempo? Alguma fita demo, vinil, participação de coletânea...
Joel Moncorvo: Sim, lançamos uma demo-tape chamada Intro e participamos de várias coletâneas.
Finalmente, em 2006, o ep da Slow está pronto. O que levou a essa demora em lançar um cd?
Joel Moncorvo: Tivemos que fazer mudanças na formação do grupo várias vezes e isso atrasou bastante o lançamento do CD.
Como vocês avaliam o lançamento? Existe alguma coisa que a banda gostaria de mudar, ou a Slow está satisfeita com tudo do material?
Joel Moncorvo: Quando lançamos o CD Killer Mermaid ficamos muito satisfeitos com o resultado, tanto na parte gráfica, sonoridade e gravação. Naquele momento foi o que fizemos de melhor. A Slow é basicamente uma banda de metal progressivo. Como vocês analisam o cenário local para esse estilo?
Joel Moncorvo: Se o cenário brasileiro não é favorável ao heavy metal, imagine o baiano! Prefiro me limitar a dizer que o cenário está melhor que há 10 anos atrás
O ep saiu pela Maniac Records, um dos importantes selos da Bahia. Essa parceria está rendendo bons frutos? Qual a vantagem de lançar o cd por um selo?
Joel Moncorvo: Se você lança um trabalho musical por uma gravadora, você tem mais chance de ser visto e escutado Além disso você tem um apoio na organização dos shows, distribuição e em toda divulgação da banda.
Na hora de optar por um instrumento musical, dificilmente o contrabaixo é o escolhido. Em todo o caso, o de quatro cordas é o mais comum, diferente do de cinco ou seis. Porém, Joel se utiliza, também, de um baixo de oito cordas. Qual a diferença e como ela se aplica entre os baixos de quatro, cinco, seis e oito cordas?
Joel Moncorvo: Falando sobre o número de cordas, o que muda basicamente são as possibilidades, sonoras e forma de tocar o instrumento. Por exemplo: geralmente nas apresentações utilizo um set de 3 ou 4 contrabaixos. Um de 4 cordas para músicas para a técnica do slap, um de 5 e 6 cordas principalmente na utilização da técnica do pizzicato e um de 8 cordas para momentos em que necessito de sonorizações especiais. Estou acrescentando no meu set um contrabaixo fretless com pedestal fixo, para que possa desenvolver frases isoladas nas músicas.Ricardo Primata lançou, já há algum tempo, os cds Ritmia e Visões. Gostaríamos que o guitarrista falasse um pouco sobre esses lançamentos.
Ricardo Primata: O CD Ritmia, que é meu projeto de rock progressivo, foi lançado em 2004 com a participação de grandes músicos, onde mesclei diversos ritmos com o bom e velho rock and roll. O disco Visões, que é meu trabalho instrumental, foi lançado em 2005, um EP em formato Digipack sendo uma prévia do disco que irei lançar neste ano de 2007. Os dois discos estão à venda no meu site: www.ricardoprimata.com.br.
Jorge Barros, além de vocalista da Slow, também canta na King Cobra, banda de hard rock. Conte-nos um pouco a respeito da banda, sobre os shows, e se a KC pretende, um dia, lançar algum tipo demo/ep. Além disso, explique o que o fez trocar a bateria pelos vocais.
Jorge Barros: A king foi feita por Martin Mendonça (Pitty), Cristhiano Macchi (Malefactor) e eu, fizemos a banda com intuito apenas de nos divertirmos e tocamos já a dez anos com quase a mesma formação só havendo substituições com os guitarristas, Martin mk1, Tonny oliveira mk2, Ricardo Flash mk3, Paulinho Oliveira mk4, entre outros, e agora temos conosco Oyama Bittencourt, um dos maiores! A maior parte do público é composta por músicos locais e adoradores de hard rock, tenho absoluta certeza que se não tocasse com os caras eu iria em todos os shows. Não há pretensões de compor quando se toca músicas que são verdadeiras obras de arte (pesada), ficasse receoso de parecer plágio. E o que me fez trocar a bateria pelos vocais?... o peso.Dentre os instrumentos mais utilizados em uma banda de rock, dificilmente a pessoa opta pela bateria. Qual a posição do Ricardo Bacellar a respeito disso? Você acredita que exista algum motivo em especial, ou é simplesmente uma mera coincidência?
Ricardo Bacellar: Aprecio vários instrumentos musicais, porém o que mais me identifico são os percusivos, por esse motivo, optei pela bateria.
A banda pretende, mesmo que em suas apresentações ao vivo, colocar um segundo guitarrista?
Joel Moncorvo: Por enquanto não.
Como anda o processo de divulgação do álbum? O que, exatamente, a banda tem feito para que a maior quantidade possível de pessoas o conheça e escute?
Joel Moncorvo: O nosso CD está em várias prateleiras brasileiras e já estamos vendo a possibilidade de uma distribuição internacional.
Por fim, gostaríamos de saber quais serão os próximos passos da Slow, o que se pretende fazer agora que o ep finalmente saiu.
Joel Moncorvo: Estamos desenvolvendo o roteiro do nosso Vídeo Clip. Continuaremos a divulgar o nosso CD, fazendo o maior número de apresentações possíveis, com qualidade, e, paralelo a tudo isso, a nossa preocupação para que todos os fãs da SLOW estejam sempre bem informados.
O Site BahiaRock gostaria de agradecer aos músicos pela entrevista, e desejar muita sorte na divulgação do álbum.
Joel Moncorvo: Obrigado ao BahiaRock pelo espaço e o grande apoio que vem nos dando. Aos leitores agradeço a atenção e os convido a conhecerem o nosso trabalho através dos sites: www.slow.com.br, www.joelmoncorvo.com e www.ricardoprimata.com.br .
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