Coluna de Luciano Matos: "Vivendo do Ócio, a aposta baiana no novo rock(?)"
Tirado do blog el Cabong (http://www.nemo.com.br/elcabong)
Publicado em 01/12/2008

Já é meio que uma máxima que bandas que ganham prêmios promovidos por gandes empresas não vão a lugar algum. Tem um pouco de verdade nisso, já que os exemplos comprovam. Mas de fato isso tudo não importa, porque as exceções nem vão ser lembradas como ganhadoras de concursos. A Vivendo do Ócio, uma das boas novidades da nova safra de bandas baianas, acaba de faturar um prêmio bacana, o Gas Sound. Além de ganhar visibilidade e detonar bandas de várias partes do país, o gfrupo assina contrato com a DeckDisk e garante disco lançado por uma das gravadoras que melhor tem atuado no mercado brasileiro atualmente. O melhor é que a banda é do tipo que pode render bastante numa empreitada dessas e dá para listar algumas razões que podem fazer os caras emplacarem:
1. - Eles são novos, jovens, sem grandes compromissos e obrigações. Podem ainda apostar tudo numa banda de rock. Se não der certo, tudo bem. Sem filhos, mulheres e com a juventude na mão, podem apostar na carreira sem medo de ser feliz;
2. - Não fazem nenhuma revolução na música, mas como poucas bandas jovens atualmente no Brasil, sabem medir boas canções, melodias cantáveis, músicas prontinhas, refrões e tudo pronto para fazer sucesso. Melhor, é fazer tudo isso soar contemporâneo;
3. - As letras também não são um primor de poesia, mas falam de forma direta com o público jovem. E afinal? Quem quer ficar fazendo rock pra velho?;
4. - Assim mesmo, com todo esse tom de frescor juvenil, dialogam muito bem com os roqueiros velhos, já que não soam como meninos amerelos criados por vó fazendo rock em playground;
5. - Se mostram também como uma boa aposta no mercado infestado de rock descerebrado ou emo, com uma postura rocker na medida, sem pose demais e sem despretensão demais;
6. - A não despretensão, aliás, é um elemento que ajuda a banda. Eles parecem que sabem o que querem, parece que sabem que caminho trilhar e estão fazendo isso muito bem. Mesmo que toda banda ache que pode dar certo, esses garotos parecem que sabem que ferramentas usar para se dar bem;
7. - Eles sabem usar bem as facilidades do mundo atual. Internet, my space, divulgação pela internet, foco no público alvo. Sabem que não adianta fazer qualquer coisa e até agora têm acertado na mosca, tocando em matinês de garotos sedentos por rock e nos eventos mais bacanas da cidade.
8. - Quem quiser pode continuar, a aposta é muito boa para o grande mercado. Alguém duvida?
Publicado em 01/12/2008

Já é meio que uma máxima que bandas que ganham prêmios promovidos por gandes empresas não vão a lugar algum. Tem um pouco de verdade nisso, já que os exemplos comprovam. Mas de fato isso tudo não importa, porque as exceções nem vão ser lembradas como ganhadoras de concursos. A Vivendo do Ócio, uma das boas novidades da nova safra de bandas baianas, acaba de faturar um prêmio bacana, o Gas Sound. Além de ganhar visibilidade e detonar bandas de várias partes do país, o gfrupo assina contrato com a DeckDisk e garante disco lançado por uma das gravadoras que melhor tem atuado no mercado brasileiro atualmente. O melhor é que a banda é do tipo que pode render bastante numa empreitada dessas e dá para listar algumas razões que podem fazer os caras emplacarem:
1. - Eles são novos, jovens, sem grandes compromissos e obrigações. Podem ainda apostar tudo numa banda de rock. Se não der certo, tudo bem. Sem filhos, mulheres e com a juventude na mão, podem apostar na carreira sem medo de ser feliz;
2. - Não fazem nenhuma revolução na música, mas como poucas bandas jovens atualmente no Brasil, sabem medir boas canções, melodias cantáveis, músicas prontinhas, refrões e tudo pronto para fazer sucesso. Melhor, é fazer tudo isso soar contemporâneo;
3. - As letras também não são um primor de poesia, mas falam de forma direta com o público jovem. E afinal? Quem quer ficar fazendo rock pra velho?;
4. - Assim mesmo, com todo esse tom de frescor juvenil, dialogam muito bem com os roqueiros velhos, já que não soam como meninos amerelos criados por vó fazendo rock em playground;
5. - Se mostram também como uma boa aposta no mercado infestado de rock descerebrado ou emo, com uma postura rocker na medida, sem pose demais e sem despretensão demais;
6. - A não despretensão, aliás, é um elemento que ajuda a banda. Eles parecem que sabem o que querem, parece que sabem que caminho trilhar e estão fazendo isso muito bem. Mesmo que toda banda ache que pode dar certo, esses garotos parecem que sabem que ferramentas usar para se dar bem;
7. - Eles sabem usar bem as facilidades do mundo atual. Internet, my space, divulgação pela internet, foco no público alvo. Sabem que não adianta fazer qualquer coisa e até agora têm acertado na mosca, tocando em matinês de garotos sedentos por rock e nos eventos mais bacanas da cidade.
8. - Quem quiser pode continuar, a aposta é muito boa para o grande mercado. Alguém duvida?
| < Anterior | Próximo > |
|---|
Novidade dos Colunistas
- Coluna de Luciano Matos: "A volta da brincando de deus"
- Coluna de Luciano Matos: "Discos e DVDs 2009 - Bahia"
- Coluna de Luciano Matos: "Casas Associadas"
- Coluna de Luciano Matos: "Vivendo do Ócio, a aposta baiana no novo rock(?)"
- Coluna de Bruno Nogueira: "Entrevista: Mallu Magalhães"
- Coluna de Luciano Matos: "Mudhoney promove noite histórica"
- Coluna de Bruno Nogueira: "Boom Bahia 2008: Segundo dia"
- Coluna de Bruno Nogueira: "Boom Bahia 2008: Primeiro dia"
- Coluna de Luciano Matos: "Boom! Bahia! Boom!"
- Coluna de Luciano Matos: "Novidades"


