Coluna de Luciano Matos: E 2008 ainda nem começou
Tirado do blog El Cabong (http://www.nemo.com.br/elcabong)
Outra nova banda baiana vai ganhar uma divulgação de uma grande gravadora. A Cof Damu assinou com a Som Livre, braço fonográfico da Rede Globo. O contrato prevê o lançamento de um disco por um selo da mepresa, o Som Livre Apresenta, que já lançou este ano os músicos Jonas Sá e Mariano San Roman e a banda Tom Bloch. O disco da Cof Damu, primeiro da banda, deve ser lançado ainda no primeiro trimestre de 2008.
O mais bacana é a proposta do projeto da Som Livre, que realmente vem se destacando por tirar o foco somente nas trilhas de novela e ampliando seu leque para artistas brasileiros de todos os níveis. Bom lembrar que relançaram discos clássicos de seu acervo, além de lançar material de nomes consagrados da MPB e nomes importantes, mas não tão badalados, fora coletâneas. No seu site a Som Livre fala que seu objetivo nesse projeto com artistas novos é contribuir para a formação e renovação da cultura brasileira e, por isso, nasce com a missão de dar oportunidade a artistas que possam oxigenar o cenário musical. A preocupação inicial é apenas cultural, ainda que a empresa também vá implementar um novo modelo de negócios.
Calendário de festivais para 2008
A ABRAFIN - Associação Brasileira de Festivais Independentes, divulgou o Calendário de festivais para 2008. Para o próximo ano, a ABRAFIN planejou reuniões gerais ao longo do calendário de festivais brasileiros em cidades diferentes, sendo a primeira delas no Recife, durante o Abril Pro Rock, a segunda em agosto, no Festival Calango em Cuiabá e a terceira em dezembro, no Rio de Janeiro, durante o festival Evidente. Reuniões regionais entre os produtores também estão previstas em março e maio, no Campeonato Mineiro de Surf e no Festival Casarão, respectivamente. No calendário de festivais independentes em 2008, temos mudanças de datas de realização com relação a alguns eventos, sobretudo nos festivais que ocorrem no Nordeste. Confira as datas e já aproveite para se programar: CALENDÁRIO DE FESTIVAIS - ABRAFIN - 2008
HUMAITÁ PRA PEIXE - Rio de Janeiro - 04 a 31 de Janeiro
REC-BEAT - Recife - 02 a 05 de fevereiro
CAMPEONATO MINEIRO DE SURF - Belo Horizonte - 19 a 22 de março
ABRIL PRO ROCK - Recife - 11 a 13 de abril
ELETRONIKA - Belo Horizonte - 15 a 18 de maio
CASARÃO - Porto velho - 16 a 18 de maio
BANANADA - Goiânia - 23 a 25 de maio
PORÃO DO ROCK - Brasília - 30 e 31 de maio
PORTO MUSICAL - 1ª semana de junho
BOOM BAHIA - 12 e 13 de julho
FESTIVAL DOSOL - Natal - 11 a 13 de julho
FEIRA DA MÚSICA - Fortaleza - 13 a 16 de agosto
CALANGO - Cuiabá - 15 a 17 de agosto
JAMBOLADA - Uberlândia - 12 a 14 de setembro
MADA - Natal - 4ª semana de setembro
DEMO SUL - Londrina - 18 e 19 de outubro
GOIÂNIA NOISE - Goiânia - 4ª semana de novembro
FESTIVAL EVIDENTE - Rio de Janeiro - 2ª semana de dezembro
Para sintonizar o dial
Ainda está longe das rádios (também) admitirem que perderam o rumo da história e começarem a absorver as novas formas de se fazer, vender e difundir música. Trabalhar com nichos, apontar tendências, descobrir novidades são alguns dos caminhos para elas. As rádios online já fazem isso de forma bem mais adequada, até porque a tecnologia joga a favor delas. O pouco que existe nas rádios baianas com novos pensamentos está na nova rádio Educadora FM, que passou a apostar firme em artistas baianos, de estilos diversos, e alguns programas específicos perdidos pelo dial. Algumas outras ainda estão tateando no escuro e tentando encontrar caminhos, mas a maioria continua no mesmíssimo formato, ultrapassado e que deve falir junto com a indústria que as manteve durante anos. Até porque são empresas e visam o lucro, a desculpa de sempre. Não adianta apenas fazer programas com gêneros diferentes, isso existe há tempos. Seria melhor não se conformar com um público único, até porque existem nichos dentro de nichos. Adulto acima de 30 anos, classe AB, por exemplo, é um segmento muito amplo para se adequar apenas a um formato. As novas gerações, que estão crescendo sem ouvir rádio, possuem um leque de variedade no que ouvem ainda maior. Somente hits e flashbacks não resolvem. É a mesma aposta que as gravadoras vêm fazendo e os resultados são pífios. Mas há alguma luz. Se o rock, mesmo sem uma emissora específica, já havia conquistado seu território com alguns programas, algumas rádios estão apostando também em outros gêneros, vislumbrando atingir os tais nichos e segmentando horários de sua programação. Na própria Educadora FM estrearam nas últimas semanas um programa voltado para a música africana - com espaço oferecido desde os sons mais tribais até os mais modernos - outro direcionado ao universo do Hip Hop, com entrevistas e informações sobre o cenário de rap local. Já a Rádio Metrópole criou um programa voltado totalmente para a música eletrônica, um nicho que já é enorme em Salvador e que vai muito além dos poperô que todo mundo conhece. Ah! E a rádio digital deve chegar ao país em 2008, o que pode abrir ainda mais as possibilidades.
O mais bacana é a proposta do projeto da Som Livre, que realmente vem se destacando por tirar o foco somente nas trilhas de novela e ampliando seu leque para artistas brasileiros de todos os níveis. Bom lembrar que relançaram discos clássicos de seu acervo, além de lançar material de nomes consagrados da MPB e nomes importantes, mas não tão badalados, fora coletâneas. No seu site a Som Livre fala que seu objetivo nesse projeto com artistas novos é contribuir para a formação e renovação da cultura brasileira e, por isso, nasce com a missão de dar oportunidade a artistas que possam oxigenar o cenário musical. A preocupação inicial é apenas cultural, ainda que a empresa também vá implementar um novo modelo de negócios.
Calendário de festivais para 2008
A ABRAFIN - Associação Brasileira de Festivais Independentes, divulgou o Calendário de festivais para 2008. Para o próximo ano, a ABRAFIN planejou reuniões gerais ao longo do calendário de festivais brasileiros em cidades diferentes, sendo a primeira delas no Recife, durante o Abril Pro Rock, a segunda em agosto, no Festival Calango em Cuiabá e a terceira em dezembro, no Rio de Janeiro, durante o festival Evidente. Reuniões regionais entre os produtores também estão previstas em março e maio, no Campeonato Mineiro de Surf e no Festival Casarão, respectivamente. No calendário de festivais independentes em 2008, temos mudanças de datas de realização com relação a alguns eventos, sobretudo nos festivais que ocorrem no Nordeste. Confira as datas e já aproveite para se programar: CALENDÁRIO DE FESTIVAIS - ABRAFIN - 2008
HUMAITÁ PRA PEIXE - Rio de Janeiro - 04 a 31 de Janeiro
REC-BEAT - Recife - 02 a 05 de fevereiro
CAMPEONATO MINEIRO DE SURF - Belo Horizonte - 19 a 22 de março
ABRIL PRO ROCK - Recife - 11 a 13 de abril
ELETRONIKA - Belo Horizonte - 15 a 18 de maio
CASARÃO - Porto velho - 16 a 18 de maio
BANANADA - Goiânia - 23 a 25 de maio
PORÃO DO ROCK - Brasília - 30 e 31 de maio
PORTO MUSICAL - 1ª semana de junho
BOOM BAHIA - 12 e 13 de julho
FESTIVAL DOSOL - Natal - 11 a 13 de julho
FEIRA DA MÚSICA - Fortaleza - 13 a 16 de agosto
CALANGO - Cuiabá - 15 a 17 de agosto
JAMBOLADA - Uberlândia - 12 a 14 de setembro
MADA - Natal - 4ª semana de setembro
DEMO SUL - Londrina - 18 e 19 de outubro
GOIÂNIA NOISE - Goiânia - 4ª semana de novembro
FESTIVAL EVIDENTE - Rio de Janeiro - 2ª semana de dezembro
Para sintonizar o dial
Ainda está longe das rádios (também) admitirem que perderam o rumo da história e começarem a absorver as novas formas de se fazer, vender e difundir música. Trabalhar com nichos, apontar tendências, descobrir novidades são alguns dos caminhos para elas. As rádios online já fazem isso de forma bem mais adequada, até porque a tecnologia joga a favor delas. O pouco que existe nas rádios baianas com novos pensamentos está na nova rádio Educadora FM, que passou a apostar firme em artistas baianos, de estilos diversos, e alguns programas específicos perdidos pelo dial. Algumas outras ainda estão tateando no escuro e tentando encontrar caminhos, mas a maioria continua no mesmíssimo formato, ultrapassado e que deve falir junto com a indústria que as manteve durante anos. Até porque são empresas e visam o lucro, a desculpa de sempre. Não adianta apenas fazer programas com gêneros diferentes, isso existe há tempos. Seria melhor não se conformar com um público único, até porque existem nichos dentro de nichos. Adulto acima de 30 anos, classe AB, por exemplo, é um segmento muito amplo para se adequar apenas a um formato. As novas gerações, que estão crescendo sem ouvir rádio, possuem um leque de variedade no que ouvem ainda maior. Somente hits e flashbacks não resolvem. É a mesma aposta que as gravadoras vêm fazendo e os resultados são pífios. Mas há alguma luz. Se o rock, mesmo sem uma emissora específica, já havia conquistado seu território com alguns programas, algumas rádios estão apostando também em outros gêneros, vislumbrando atingir os tais nichos e segmentando horários de sua programação. Na própria Educadora FM estrearam nas últimas semanas um programa voltado para a música africana - com espaço oferecido desde os sons mais tribais até os mais modernos - outro direcionado ao universo do Hip Hop, com entrevistas e informações sobre o cenário de rap local. Já a Rádio Metrópole criou um programa voltado totalmente para a música eletrônica, um nicho que já é enorme em Salvador e que vai muito além dos poperô que todo mundo conhece. Ah! E a rádio digital deve chegar ao país em 2008, o que pode abrir ainda mais as possibilidades.
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