Coluna de Luciano Matos: "Eu também vou reclamar"
Tirado do blog El Cabong
Parece que no Brasil, e em especial na Bahia, a principal prática de cidadania é reclamar. Tem sua importância, mas se confunde um direito com uma atitude que parece um esporte de lamentações. Reclamar o tempo inteiro, partir muito pouco para ação e não aproveitar as chances que aparecem. É assim com boa parte de bandas e artistas, que não tiram proveito, por exemplo, da possibilidade de gravar músicas e vídeo-clipes através de um edital lançado pela Fundação Cultural do Estado. Menos de 50 inscritos e a chance de receber 10 mil reais para registro de trabalhos deixada de lado. A sensação é que a maioria acha que o melhor é deixar como está e continuar reclamando. É o mesmo com o público, que quando vê o maior evento de entretenimento privado da Bahia abrir negociações com grupos internacionais de relevância e atuais, prefere não acreditar e continuam criticando. Argumentam que Salvador não tem competência para receber tais artistas ou que o público não iria. Um discurso que só reforça o que os produtores sempre disseram e pelo que sempre foram criticados. Em qualquer outro lugar os fãs de grupos como Strokes e Franz Ferdinand, ou outros em negociação, se organizariam e fariam algum tipo de pressão, sejam e-mails, abaixo-assinados ou o que for. Aqui preferem reclamar e se resignar com a situação. Melhor deixar como está e continuar reclamando. É mais fácil. Enquanto isso, um gringo famoso, o idealizador do Festival de Montreaux, Claude Nobs, pretende trazer o evento para Salvador em 2009 e viajar pelo país para conhecer e levar para Europa novos nomes da música brasileira.
Parece que no Brasil, e em especial na Bahia, a principal prática de cidadania é reclamar. Tem sua importância, mas se confunde um direito com uma atitude que parece um esporte de lamentações. Reclamar o tempo inteiro, partir muito pouco para ação e não aproveitar as chances que aparecem. É assim com boa parte de bandas e artistas, que não tiram proveito, por exemplo, da possibilidade de gravar músicas e vídeo-clipes através de um edital lançado pela Fundação Cultural do Estado. Menos de 50 inscritos e a chance de receber 10 mil reais para registro de trabalhos deixada de lado. A sensação é que a maioria acha que o melhor é deixar como está e continuar reclamando. É o mesmo com o público, que quando vê o maior evento de entretenimento privado da Bahia abrir negociações com grupos internacionais de relevância e atuais, prefere não acreditar e continuam criticando. Argumentam que Salvador não tem competência para receber tais artistas ou que o público não iria. Um discurso que só reforça o que os produtores sempre disseram e pelo que sempre foram criticados. Em qualquer outro lugar os fãs de grupos como Strokes e Franz Ferdinand, ou outros em negociação, se organizariam e fariam algum tipo de pressão, sejam e-mails, abaixo-assinados ou o que for. Aqui preferem reclamar e se resignar com a situação. Melhor deixar como está e continuar reclamando. É mais fácil. Enquanto isso, um gringo famoso, o idealizador do Festival de Montreaux, Claude Nobs, pretende trazer o evento para Salvador em 2009 e viajar pelo país para conhecer e levar para Europa novos nomes da música brasileira.
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