Cobertura De Show – Los Canos e Vinil 69

07/07/2018 - Club Bahnhof SSA

O cartaz do show, inspirado em uma cena de “De volta para o futuro”, já previa o que seria aquela noite: uma volta ao passado, aos tempos áureos do Calypso… bem, não era o Calypso, mas era o antigo Idearium, hoje Clube Bahnhof; no público, amigos e músicos da “cena rock” de 15 anos atrás; e no palco, duas bandas ícones dessa geração do rock baiano: Los Canos e Vinil 69. Comemorando o casamento de Dudare (baixista da Vinil 69) e Mary (backing vocal da Los Canos), as bandas “semi-extintas” ressuscitaram para uma noite memorável.

A Los Canos abre o show com “Não dá pra mim não”, um dos hits do EP “O meu hobby é te amar”. Logo em seguida, vem uma música nova – sim, eles vão lançar um novo disco! –, chamada “Mimimi” (já disponível no YouTube). Daí em diante, foi um festival de hits nostálgicos cantados em coro pelo público, mas também houve lugar para as músicas novas (“Sua profissão é odiar”,“Pra que ajeitar”, “Óculos” e “Miçangueiro de Wall Street”).

Do solinho melódico de “Ela não gosta de mim” à fúria adolescente de “Mercadologia”, não dava pra ficar incólume diante daquela viagem no tempo, até mesmo porque as músicas soavam iguaizinhas, nem parecia que eles estavam há tanto tempo sem tocar juntos. Ainda houve a participação de André Mendes (guitarrista e vocalista da Maria Bacana) na guitarra em “Coração Bola 8”, e no final, o vocalista Penna chamou o público para cantar o refrão de “Uma bandinha de Rock” (“minha voz não consegue mais não”) – mais “Calypso”, impossível! Agora é aguardar o lançamento do disco e mais shows, por que não?

A Vinil 69, outra “morta-viva” do rock baiano (pois volta e meia se reúne para um show – e nós adoramos isso!) sempre foi conhecida pelos shows incendiários, e esse não foi diferente! Numa formação diferente da original, sem teclados nem trompete, mas com 3 guitarras, perdem-se algumas sutilezas, mas se ganha em peso e agressividade. Começando com a barulhenta “Tremendo ao som de um blues” (do primeiro EP, “Dentro de Você”), o show seguiu com peso e volume infernais, seja com músicas próprias (“Tadangodan”, “Rei do céu”, “Luzes da cabeça”…), seja com clássicos do rock (“Brown sugar”, “You really got me”, “My generation”, “Killing in the name”), contando com participações diversas de outros músicos.

Uma verdadeira festa entre velhos amigos do rock, que faz você voltar pra casa com um os ouvidos zumbindo, mas satisfeito… Uma noite de reencontros, nostalgia, e principalmente, rock ´n roll dos bons, como há tempos eu não via em Salvador.

Galeira de Fotos:

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